Ministro Lobão nega perspectiva de aumento à gasolina e diesel
O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem, que a perspectiva de aumento dos preços da gasolina e do óleo diesel é "uma questão que não está sendo vista no momento em termos técnicos no governo". Alinhado com o discurso que vem sendo repetido constantemente pelos executivos da Petrobras, ele afirmou que a estatal sempre estuda o assunto, "mas não há nenhuma reunião agendada no governo federal para discutir isso". Desde setembro de 2005 os dois combustíveis não são reajustados no Brasil, apesar de o preço do barril de petróleo no mercado internacional ter saltado dos US$ 60 à época para acima de US$ 110 hoje. A Petrobras costuma repetir que não tem intenção de passar a volatilidade dos preços para os dois combustíveis e que ainda não há um patamar definido nos preços do petróleo no mercado internacional. Outra resposta padrão da empresa para este questionamento é que a desvalorização do dólar frente ao real compensou diferenças que pudessem ter ocorrido nos preços. O principal questionamento sobre este repasse dos preços dos combustíveis vem dos analistas de mercado, que apontam que a companhia poderia apresentar um lucro melhor caso tivesse repassando a alta dos combustíveis aos dois principais produtos que correspondem a 60% de seu faturamento.