NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

ECONOMIA
Segunda-feira, 03 de Dezembro de 2007, 18h:08

MATRÍCULAS

Está aberta a temporada

Com reajustes que podem oscilar entre 0% e 15%, as escolas particulares já movimentam o setor de matrículas para 2008

TANIA NARA MELO
Da Reportagem
O ano letivo está terminando, férias escolares chegando e com ela também a hora de renovar a matrícula e programar os gastos dos filhos que cursam as escolas particulares. O reajuste das mensalidades para o próximo ano varia de escola para escola e, de acordo com o Sindicato das Escolas Particulares, podem oscilar entre 0% e 15%. Não há a fixação de um único índice, frisa o presidente da entidade, Gelson Menegatti. “Cada escola define o seu percentual baseada em sua planilha de custos, que leva em consideração a previsão de reajuste dos salários dos funcionários, despesas com serviços públicos – luz, água, telefone – e material de consumo. A variação é grande, mas sempre fica próxima do índice da inflação, para mais ou para menos”. Embora os percentuais não tenham sido considerados “tão altos” pelo segmento, o preço das mensalidades das principais escolas da capital, por exemplo, dificilmente é inferior a R$ 300. Para quem busca preços melhores as únicas opções para obtenção de um desconto sobre as mensalidades são aulas no horário noturno, salas de aula com até 100 alunos ou ainda ter mais de um filho matriculado na mesma escola. Sem estas alternativas, é preparar o bolso porque algumas escolas também cobram taxas extras de material escolar e de material de consumo, cifras que estão embutidas ou nas matrículas ou nas mensalidades. Um levantamento feito pela reportagem do Diário constatou que as mensalidades podem ter valores reduzidos em mais de R$ 100 caso os pais optem por colocar seus filhos no horário noturno – o valor normal é R$ 438 e no período noturno R$ 298 -, ou então que se predisponha a assistir às aulas em turmas com até 100 alunos. Nesse caso o valor da mensalidade, que é de R$ 444 cairia para R$ 340. SEM REAJUSTE – Algumas escolas consultadas não programaram reajuste para as mensalidades do próximo ano letivo, como é o caso do Colégio Salesiano São Gonçalo que, de acordo com dados fornecidos pela secretaria da escola, vai manter os mesmos preços adotados em 2007, com descontos a partir da segunda mensalidade e também para quem tem mais de um filho estudando no local. Descontos estes que podem variar de 6% a 16%. Outras, com perspectivas de aumento no número de alunos, abriram mais cedo a temporada de matrículas, como o Colégio Coração de Jesus. Os reajustes para o próximo ano variam de 5% a 6% e a demanda, segundo o professor Dinarte Negrão, coordenador pedagógico da escola, está sendo grande. “Ao longo dos últimos cinco anos temos conseguido manter o nosso número de alunos, mas agora a procura pela escola aumentou, tanto que o nosso período de matrículas foi antecipado e teve início ainda no mês de novembro”. Negrão acredita que o aumento do número de matrículas na instituição seja o reflexo do investimento em projetos extra-sala e nos resultados conquistados pelos alunos nos vestibulares. INADIMPLÊNCIA – Um dos problemas mais freqüentes e mais sérios enfrentados pelas escolas particulares, além da retração do mercado nos últimos anos, é a inadimplência. Os números variam entre 20% e 30%, dependendo da época do ano. “A inadimplência é alta. É um problema sério vivido pelas escolas”, diz Gelson Menegatti. Segundo ele, o sindicato tem orientado para que as escolas não deixem o problema se agravar, que procurem conversar com os pais de forma a encontrar uma solução onde prevaleça o bom-senso, sem prejudicar nenhuma das partes. “Não é do interesse da escola perder o aluno e a situação também fica difícil para os estabelecimentos de ensino que precisam honrar seus compromissos”, observa. O sindicato ainda não tem um levantamento do número de escolas que fecharam as portas em 2007, mas informa que entre 20 a 30 escolas encerraram suas atividades nos últimos anos em virtude das dificuldades financeiras. Menegatti revela que as escolas estão esperançosas pela aprovação da lei que está tramitando no Congresso Nacional e que, caso aprovada e sancionada, vai permitir o encerramento do contrato entre pais e escolas após 90 dias de inadimplência. Nesse caso poderá ser feito o desligamento do aluno com a sua transferência para uma escola pública. Atualmente, o aluno se desliga da escola e mesmo estando inadimplente não pode ter retido seus documentos para matricular-se em outra escola particular, o que acaba por transferir o problema da inadimplência de uma escola para outra. “Estamos esperançosos, pois de outra forma não conseguiremos reduzir o índice de inadimplência”, diz o coordenador.

Edição EDIÇÃO 16965




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL