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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quinta-feira, 25 de Julho de 2013, 20h:39

DIA DOS PAIS

Conjuntura não favorece

Tanto em nível local quanto nacional, expectativas realistas mostram avanço, mas com clara desaceleração

MARIANNA PERES
Da Editoria
O resultado comercial do Dia dos Pais pode ser o de menor crescimento dos últimos anos, tanto para Cuiabá como em nível nacional. A projeção dos empresários e entidades lojistas é de incremento em relação ao ano anterior, mas em patamares de cerca de 4% a 5%, percentuais, que se confirmados, não são suficientes para cobrir a inflação do período e revelar de fato expansão, ou seja, um ganho anual. Como explica o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), Paulo Gasparoto, não existem atualmente indicativos positivos que levem a uma projeção diferente. “Não estamos e nem podemos ser pessimistas, pois lidamos com o consumo e qualquer influência psicológica interfere de maneira positiva ou negativa. O que temos é uma projeção realista. Na atual conjuntura, nada nos mostra que a data terá resultados excepcionais”, frisa. A atual conjuntura como frisa o dirigente lojista está sob a pressão de altas dos juros, via taxa Selic, dólar e inflação. Todos têm influenciado de forma negativa sobre a rotina do varejo cuiabano. “Essas altas têm criado um ambiente de desequilíbrio econômico, que para o varejo resulta em crédito mais caro e restrito, o que afugenta as vendas”. Além desses indicadores, Gasparoto acrescenta outro que começa a preocupar: a empregabilidade. “Existe um declínio na taxa de empregos e com isso, o ganho salarial fica pressionado”. Na edição da última quarta-feira, o Diário mostrou a perda de ritmo na empregabilidade mato-grossense. O Estado fechou o primeiro semestre desde ano com o menor saldo de geração de novas vagas, desde 2011, ao somar 25.095 novos postos com carteira assinada, resultado entre as admissões e as demissões no período. Além disso, dos cinco setores da atividade econômica que são os maiores empregadores do Estado, quatro tiveram níveis inferiores aos do ano passado, indústria, construção civil – mesmo com as obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo - serviços e agropecuária, com desaceleração anual de -57,35%, -30,15%, -1,52% e -45,72%, respectivamente. Apenas o comércio ampliou o saldo de novos postos de trabalho, com expansão de 30,60%. Como destaca Gasparoto, o consumo é influenciado pelo aspecto psicológico. “Com tantas informações sobre a atual conjuntura, as pessoas passam a se conter e vão deixando de comprar o sapato, o vestido, o perfume”. A chegada do frio, por exemplo, é um evento que impacta positivamente o varejo por dois ou três dias, nada que adicione peso ao fechamento mensal local ou que influencie na vida econômica do país. “O que estamos registrando neste momento de temperaturas baixas não vai incrementar nem em 1% o saldo de vendas de julho”, lamenta. Apesar do tom severo na análise, o presidente da CDL/Cuiabá, afirma que “o que a gente está pintando para os próximos meses é muito mais colorido do que o que vem pela frente. O mercado não vai tolerar àqueles empresários que tiverem desorganizados, com muitos passivos e problemas de gestão e financeiros. Os desdobramentos da realidade atual serão severos ainda”. BRASIL - As vendas a prazo do comércio brasileiro na semana que antecede o Dia dos Pais (3 a 8 de agosto) devem passar por uma desaceleração e crescer 4% em relação ao ano passado. Nos anos anteriores, as expansões foram de 4,75% (2012), 6,86% (2011) e 10% (2010), segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Se as expectativas se confirmarem, será o pior resultado dos últimos três anos. Na avaliação do presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, “O cenário econômico é desfavorável. A inflação e a alta dos juros inibem o poder de compra do brasileiro. Prova disso é a queda de praticamente todos os índices de confiança do consumidor”, diz Pellizzaro.

Edição EDIÇÃO 16961




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