Gargalos do segmento foram compilados ao longo do primeiro semestre deste ano após cinco grandes encontros regionais
A construção de um novo modelo de política agrícola deficiências nas áreas de infra-estrutura e logística e do meio ambiente são os principais problemas que afetam atualmente a agropecuária brasileira. O mapeamento da atual situação nesses quatro setores e as propostas do setor rural para superar os entraves estão presentes no documento O que esperamos do próximo Presidente 2011-2014 A agropecuária brasileira pede passagem, que já foi entregue aos candidatos ao Palácio do Planalto pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). São 152 páginas, divididas em 13 capítulos. O primeiro deles é a Carta Aberta aos Candidatos à Presidência da República, da presidente da CNA, senadora Kátia Abreu. A real questão agrária social, política e econômica está no abandono das populações rurais pelo Estado brasileiro, afirma a senadora. O texto destaca que o documento básico é um sumário dos seminários e livre de quaisquer laivos partidários ou ideológicos, em referência a uma série de cinco grandes encontros regionais de produtores rurais realizados no primeiro semestre deste ano, nos quais foram colhidos os anseios e reivindicações do campo. A síntese de todos esses pensamentos foi construída em um grande seminário realizado em São Paulo em 24 e 25 de março. O documento cita que a infra-estrutura logística brasileira é um dos principais entraves para o escoamento da produção agropecuária, reduzindo a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional e mostra que a alta dependência do transporte rodoviário 61% - para o escoamento da produção é uma das barreiras a esse segmento. Uma das propostas do setor rural é reforçar a estrutura ferroviária e de transporte fluvial e marítimo, pois essas modalidades oferecem custos mais baixos e geram menos poluição. Outro assunto tratado é quanto à insegurança jurídica. A falta de regras claras quanto aos índices de produtividade, demarcações de áreas indígenas e quilombolas, criação de unidades de conservação e problemas de titulação em propriedades localizadas nas faixas de fronteira. Tais ameaças inibem não apenas o desenvolvimento da atividade rural, mas o crescimento econômico do País, cita o documento.