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ECONOMIA
Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010, 18h:48

IPTU 2011

CDL Cuiabá discorda dos argumentos

O “estratosférico” aumento, que é de mais de 160% no caso de estabelecimentos comerciais, sobre os valores de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) cobrados na capital mato-grossense, segundo o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojista (CDL Cuiabá), Paulo Gasparoto, está baseado em mera especulação imobiliária relativa à Copa 2014, não procedendo quando o assunto é a renda dos proprietários. “Ainda que ações da Agecopa tenham suscitado esta especulação de aumento do valor dos imóveis, em termos reais a renda não teve aumento. Vale ressaltar que o Município impõe restrições os proprietários sobre as edificações comercias, que não podem cobrir toda a área do terreno e sim apenas parte dela. Porém, na hora de cobrar o imposto, todo o terreno é considerado e assim, há distorções sobre a realidade, inclusive na hora de vender, pois todos sabem que metro quadrado edificado vale mais que o sem construção”. A reclamação da CDL veio no dia seguinte à votação da Câmara de Vereadores que aprovou na sessão de quinta-feira a atualização da Planta de Valores Genéricos da Capital que reviu o valor de mercado dos imóveis e que gerará novos valores ao IPTU 2011. Segundo o dirigente lojista, a CDL Cuiabá já se movimenta junto a outras entidades de representação classista-empresarial e sociedade para fazer frente a todo aumento de carga tributária que onera e penaliza o setor empresarial de forma geral. “Este aumento demonstra o autoritarismo do prefeito e do presidente da Câmara de Vereadores, respectivamente, Chico Galindo e Deucimar Silva (PP), que não discutem com a sociedade civil e organizada um assunto tão importante quanto o IPTU, lembrando que hoje, nas atuais bases, há 50% de inadimplência de IPTU”, explana Gasparoto, “imagine com este aumento: ninguém mais terá condições de pagar o valor cobrado”. Ele aponta para outro revés sobre a atualização: “as futuras desapropriações a serem realizadas pela Agecopa trará um enorme ônus aos cofres públicos”.

Edição EDIÇÃO 16961




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