ECONOMIA
Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012, 19h:53
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IPC-S
Carnes mais caras ajudam a pressionar mais a inflação
MARLI MOREIRA e VITOR ABDALA
Da Agência Brasil - São Paulo
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu de 0,49% para 0,53%, na terceira prévia do mês de setembro. Seis dos oito grupos pesquisados apresentaram aumentos com taxas superiores às da apuração passada, entre eles o de alimentação (de 1,25% para 1,28%), pressionado pelas carnes bovinas (de 1,91% para 2,58%). Também registrou alta o grupo vestuário (de 0,2% para 0,64%). Os preços das roupas, que haviam caído em média 0,02% no levantamento anterior, aumentaram 0,69%. Em saúde e cuidados pessoais, a taxa passou de 0,29% para 0,38%, com destaque para os artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,03% para 0,22%). No grupo habitação, o índice ficou em 0,37%, ante 0,34%, influenciado pelo pagamento de serviços domésticos (de 0,19% para 0,48%). Em comunicação, o IPC-S apresentou variação de 0,2% ante 0,27%, com destaque para a tarifa de telefone móvel (de 0,28% para 0,48%). Em despesas pessoais, foi constatada elevação de 0,23% ante 0,2%, sob a influência da ração animal (de -0,18% para 0,37%). Já o grupo transporte teve alta de 0,11%, abaixo da variação anterior (0,15%), sob o efeito da queda de preços dos automóveis usados (de -0,13% para -0,42%). Em educação, leitura e recreação, o índice atingiu 0,11% ante 0,27%. Nesse último caso, o resultado é reflexo do item passagem aérea (de -0,81% para -5,26%). CONFIANÇA O Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou alta de 1,4% de agosto para setembro deste ano, depois de quatro meses em queda. O índice passou de 120,4 pontos para 122,1 pontos no período. A alta foi provocada pela melhora nas avaliações tanto sobre a situação atual da economia quanto sobre os próximos meses. O Índice da Situação Atual, que avalia o momento presente da economia, subiu 2,2%, ao passar de 133,5 pontos em agosto para 136,4 pontos no mês seguinte. A porcentagem de consumidores que avaliam a situação atual como boa aumentou de 23,9% para 24,5% no período. Já aqueles que a julgam ruim passaram de 22,9% para 21,3%. O Índice de Expectativas, que avalia a perspectiva em relação aos próximos meses, também aumentou, 1,8%, e passou de 113 para 115 pontos entre agosto e setembro.