NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quarta-feira, 28 de Março de 2007, 20h:59

Alta pode passar de 40% em menos de um mês

Se a falta de álcool hidratado nas usinas continuar, como denuncia o segmento revendedor, os preços na bomba {para o consumidor} poderão passar de R$ 2 nas próximas semanas. Isso é o que prevêem os donos de postos revendedores de Cuiabá que já estão sem o combustível. Postos como o Los Angeles, no início da Avendida Rubens de Mendonça (Av. do CPA), já exibem preço do litro a R$ 2,05, depois de registrar falta de álcool na semana passada. Segundo frentistas, o produto disponível veio de Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao médio norte de Cuiabá). O Diário contatou que a alteração de valores já está em vigor em alguns postos da Capital. Em Cuiabá, a maioria dos postos, até ontem, comercializava o litro entre R$ 1,69 e R$ 1,86. Na primeira quinzena do mês, o álcool chegou a ser vendido por até R$ 1,43. Comprando a alta ao antigo preço de bomba, o álcool em Cuiabá poderá contabilizar reajuste de 43% em menos de um mês. “Não há como segurarmos os preços, se já estamos pagando mais caro pelo produto”, argumenta o dono de um posto da Avenida Rubens de Mendonça. Ele acredita que os preços poderão ultrapassar R$ 2, “porque ninguém está conseguindo mais comprar das distribuidoras”. Confirmada as ‘previsões’, a alta poderá ultrapassar 21% para o consumidor, que estava pagando cerca de R$ 1,69 pelo litro do combustível. Para os empresários do setor, a diferença de preços entre um posto e outro é reflexo da escassez do combustível no mercado. “Na verdade, esta diferença vem sendo registrada desde a segunda quinzena do mês, quando os postos decidiram suspender as promoções”, lembrou um empresário. “Com a falta de álcool, os preços tendem a subir quase que diariamente”, disse ele. No final da entressafra do ano passado, os preços do álcool chegaram a R$ 2,45/litro por conta da redução da oferta nas destilarias. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipetróleo), o aumento de preços não é bom para os consumidores, e muito menos para os postos. “Sempre que há reajuste, o consumo cai. Isso é histórico”, afirma uma fonte da assessoria do sindicato. SAFRA - Com a chegada da safra e a perspectiva de queda nos preços para os usineiros, os postos revendedores de combustíveis de Mato Grosso apostam em uma redução também nos preços para o consumidor. A previsão é de que os preços comecem a cair a partir da segunda quinzena de abril. A trajetória de queda dos preços deve ser mantida nos próximos meses, até à conclusão da colheita de cana-de-açúcar, prevista para o final de maio. “Não há como prevermos exatamente em quanto os preços irão cair. É certo, porém, que haverá uma redução por causa do pico de safra, como tradicionalmente ocorre”, diz o proprietário de um posto da Avenida Miguel Sutil.(MM)

Edição EDIÇÃO 16968




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL