Reprodução/TJMT
Segundo relatório do TJMT, os policiais penais utilizam cães ferozes para atacar detentos da Penitenciária da Ferrugem, em Sinop
O relatório de uma inspeção que o TJMT fez, em novembro, na Penitenciária da Ferrugem, em Sinop (503 km ao Norte de Cuiabá), descobriu que os detentos eram ameaçados pelos agentes penais com cães de grande porte treinados para atacar.
Os animais, do canil institucional da unidade, eram conduzidos até as celas e soltos.
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Em alguns casos, os presos foram mordidos pelos animais, que obedeceram aos comandos dos agentes penais envolvidos.
Mais, segundo relatório: os cães eram usados durante as inspeções que os agentes faziam nas celas.
No dia 26 de outubro, por exemplo, usando capuzes do tipo balaclava, entraram nas alas do presídio disparando balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.
Teria sido uma retaliação a denúncias de detentos contra o tratamento violento que recebiam.
Ainda de acordo com relato, os cães também eram usados para intimidar os familiares dos detentos.
O uso de bombas de gás e agressões verbais e psicológicas dentro da unidade seria comum, segundo os detentos.
A inspeção concluiu que a penitenciária, denominada "Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira", opera sob um regime de violência institucionalizada, no qual a tortura deixou de ser exceção e passou a funcionar como instrumento regular de controle interno.




