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CIDADES
Sexta-feira, 24 de Junho de 2011, 20h:33

CASO ADRIANO

Vigia vai à DHPP na próxima semana

CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
O vigia Alexsandro Abílio de Farias, que matou a tiros o empresário Adriano Henrique Maryssael, de 73 anos, na última terça-feira, dentro de uma agência do banco Itaú, deve se entregar à polícia na próxima semana, como informou o advogado dele, Oilson Amorim dos Reis. A suposta arma do crime foi entregue na semana passada. “Meu cliente já se encontra à disposição do delegado, que vai decidir uma data para ele se apresentar. Eu acredito que isso vai acontecer na semana que vem”, disse Reis. O advogado não quis fornecer mais informações sobre o caso e o vigia. Os rumores de que Adriano e Alexsandro discutiram logo que o empresário entrou na agência ainda não foram confirmados pela polícia. O delegado responsável pelas investigações, Antônio Garcia, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), voltou a dizer ontem que nenhuma testemunha afirmou ter visto um desentendimento entre eles antes da morte. “É quase certo que não houve discussão ou algo do tipo entre eles, até mesmo de acordo com as imagens do circuito interno de segurança do banco”, disse. O crime aconteceu no dia 21, por volta das 11h30, na agência do banco Itaú localizada na avenida Carmindo de Campos. Adriano entrou na agência, utilizou um caixa e, quando estava indo embora, já na porta giratória, foi atingido por três tiros disparados por Alexsandro no rosto e no tórax. A vítima morreu na hora. Em seguida, Alexsandro, que era vigilante na agência, atirou contra uma porta de vidro para sair da agência e, ainda na avenida, roubou a moto de um rapaz que passava por ali e fugiu. A moto foi encontrada pela Polícia Militar na madrugada seguinte, em uma rua do bairro Parque Cuiabá. Na quarta-feira, Reis foi até a DHPP para protocolar petição que diz que seu cliente pretende se apresentar à polícia em breve. Na ocasião, o advogado também entregou a arma que teria sido usada no crime, um revólver calibre 38. Adriano era dono de um restaurante que levava seu nome, na avenida Getúlio Vargas. O estabelecimento é especializado em comida italiana e é um dos mais tradicionais da cidade. O corpo dele foi enterrado em Campinas (SP).

Edição EDIÇÃO 16959




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