CIDADES
Sábado, 28 de Junho de 2008, 14h:55
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Unidades dizem que situação já foi controlada
O diretor técnico do Hospital Santa Rosa, infectologista Luciano Corrêa, diz que ano passado, entre março e julho, ocorreu um surto de infecção por MCR nesta unidade hospitalar e outras da cidade. Desde então, não haveria novos registros. No caso do Santa Rosa, argumenta ele, aparece com maior número porque atendeu os pacientes, notificou a saúde pública, fez treinamento específico para médicos e técnicos e mudou o processo e esterilização dos equipamentos como forma de acabar com a infecção. Uma das medidas, informa ele, foi proibir o reuso do material plástico usado nas cirurgias por vídeo. Quando percebemos que num determinado mês havia vários casos, configurando um surto, chamamos os cirurgiões para uma reunião, registrada em ata, acrescenta. Achamos que a origem estava relacionada em processo de esterilização, por isso fizemos mudanças, completa. No entendimento dele, há subnotificação desta infecção em Cuiabá, mesmo com a exigência do Ministério da Saúde de somente fornecer os medicamentos aos pacientes dos hospitais que registrarem a ocorrência. Aconteceu que outros hospitais não notificaram, observa. Conforme Luciano Corrêa, não se sabe ao certo a origem e como se contrai a MCR e também não há garantia de que novos casos não ocorreram. Mas o Santa Rosa está seguro, traria até minha mãe para ser operada aqui, declara o especialista. De acordo com a assessoria do Santa Rosa, em 2007 o hospital fez 2.706 cirurgias. Dessas, 535 foram por vídeo e plástica (mama, abdômen, lipo, etc.), das quais 23, ou 4,29%, acusaram infecção por MCR. NOTA - O Hospital Jardim Cuiabá, em nota assinada pelo infectologista Francisco Kennedy Azevedo, enviado por e-mail à reportagem, informou que após a ocorrência do surto de micobactéria de crescimento rápido no Brasil, incluindo Mato Grosso, o Hospital Jardim Cuiabá vem seguindo as determinações, adequando-se as recomendações e preconizações da Vigilância Sanitária, sempre enfatizando a rigorosa limpeza mecânica dos instrumentos utilizados nas vídeocirurgias, além da monitoração da eficácia da solução de glutaraldeído (bactericida) a 2% a cada imersão, não sendo evidenciado nenhum caso de micobacteriose de crescimento rápido nesta instituição no ano de 2008. A unidade informou ainda que tem contrato com empresa que realiza a esterilização por óxido de etileno ESTERICAP, conforme preconiza a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). (AA)