Vigilância e Polícia Civil interditam laboratório
que fabricava cosméticos sem autorização oficial
ALEXANDRE APRÁ
Da Reportagem
A Vigilância Sanitária de Cuiabá interditou na tarde de ontem uma fábrica clandestina de produtos cosméticos e perfumes, que funcionava em um galpão, sem fachada, na avenida Ipiranga, no bairro Porto. A empresa Real Bell Cosméticos não tinha nenhum alvará de funcionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fabricar os produtos, que eram vendidos para sacoleiras e vendedores ambulantes. A interdição foi possível após investigação realizada pela Delegacia Especializada do Direito do Consumidor (Decon), da Polícia Civil. O galpão foi localizado depois que os policiais rastrearem a origem dos perfumes e cremes clandestinos vendidos no comércio informal de Cuiabá. Muitos eram vendidos de casa em casa. No galpão, foi encontrada grande quantidade de tubos e embalagens vazias utilizadas para armazenar os cosméticos. Também foram localizadas caixas de papelão de ovos para camuflar as embalagens durante o transporte. Lá os técnicos da Vigilância Sanitária encontraram cosméticos como xampus, cremes, gel de massagem, sabonete íntimo e até uma marca irregular de contratipos de perfumes que têm aromas similares aos de grifes internacionais. Segundo o técnico da Visa, Wagner Coelho, a empresa não tinha nenhum equipamento de segurança e os funcionários não eram habilitados para o manuseio. Dois deles trabalhavam de bermuda. O galpão será lacrado. Caso a empresa deseje regularizar a situação junto à Anvisa, deverá eliminar todos os produtos que foram encontrados lá. Além disso, os técnicos vão analisar amostras em laboratório. Wagner Coelho alertou à população para que compre produtos em lojas autorizadas e farmácias. Também devem ser observadas as identificações de que os fabricantes são credenciados junto ao Ministério da Saúde e órgãos reguladores. O técnico destacou que mesmo os produtos de uso tópico podem ser nocivos à saúde: causar reações alérgicas e até inflamações graves. Agora, depois de emitido relatório pelos técnicos da Visa, a investigação criminal será conduzida pela Decon. Os técnicos da Visa informaram que vão solicitar procedimento administrativo junto ao Conselho Regional de Química para apurar se houve ou não negligência por parte do responsável técnico pela empresa.