Um depósito de lixo tem chamado a atenção no bairro Morada da Serra (CPA I), entre dois importantes espaços de prestação de serviços públicos, o maior terminal do transporte coletivo da capital e o miniestádio municipal. Da avenida Pernambuco é possível avistar a montanha de restos de alimentos e papel acumulados e até sentir o odor insuportável que exala. Pior é que esses dejetos estão no corredor que dá acesso ao posto de recarga do cartão do transporte coletivo e por onde centenas de pessoas caminham diariamente, indo e vindo de um lado para o outro do bairro. Quem trabalha nas proximidades ou conhece a realidade do bairro culpa o comércio das proximidades, especialmente os bares e restaurante instalados sobre o calçamento lateral do miniestádio, pelo uso do local como lixão. Conforme a dona de um dos restaurantes Edinéia Conceição Lúcia, muitos comerciantes locais armazenam o lixo indevidamente, em sacolas de supermercados que são rasgadas por animais e catadores de alumínio. Como não estão corretamente acondicionados e tampouco dispostos na rota do serviço público de coleta, os garis não passam pelo local. Aí, reclama Edinéia, aqueles que se preocupam em usar embalagens apropriadas acabam sendo prejudicados. No momento em que a reportagem esteve no local, a comerciante estava armazenando o lixo em sacos plásticos pretos. Luis Paulo dos Santos Pereira, que mora em uma rua próxima, conta que muitas vezes o caminhão da coleta retirou o lixo e deixou o ambiente limpo, mas os comerciantes voltaram a sujá-lo. Sandra Regina de Souza, que passa quase que diariamente pelo lixão, considera a situação inaceitável. Para ela, os comerciantes, assim como os frequentadores dos bares e restaurantes, deveriam se preocupar mais com a higiene.