Preocupada com a situação da dengue, a Universidade Federal de Mato Grosso, maior instituição pública de ensino do Estado, formou uma Comissão Interinstitucional de Controle da doença no campus para viabilizar ações de prevenção. A universidade também realiza o Monitoramento do Aedes aegypti, que consiste na colocação de armadilhas de oviposição. A idéia é analisar a presença dos ovos do mosquito através de instalação de ovitrampas (pote preto) em 19 pontos diferentes da UFMT, informa a vice-presidente da Comissão, Rosina Djunko Miyazaki. Rosina explica que dentro das ovitrampas é colocada uma palheta que fica imersa com infusão de capim feno e que serve para potencializar a eficiência da armadilha e aumentar a atração das fêmeas do mosquito Aedes aegypti e o número de ovos colocados na palheta. Em março passado, dos 19 pontos, em oito o resultado foi positivo para ovos e para o mosquito. Os demais foram negativos. Por meio do índice de ovos é possível fazer um estudo de vigilância vetorial, destaca. A bióloga e membro da Comissão, professora Ana Lúcia Maria Ribeiro, observa ainda que, como ganharam uma Kombi da UFMT, uma das intenções é estender o trabalho para fora do campus. Interessados também podem agendar palestras por meio do telefone 3615-8330. Além disso, no site da universidade (www.ufmt.br) há um banner que traz informações sobre a doença e medidas de prevenção. A UFMT também elaborou uma cartilha que traz o ABC da dengue, que faz inclusive um alerta, em sua página 12: Atenção! Já foram encontradas larvas até em águas poluídas. (JD)