Tarefas distintas para cada membro do grupo especializado
As investigações da Operação Lacraia apontam que nem todos os integrantes do bando participaram diretamente dos assaltos. O pai de Sílvio César, o aposentado Divino Marino, era o encarregado de falsificar documentos para integrantes do bando. Quando são presos, a polícia não encontra antecedente e pode ficar em dúvida quanto à participação do suspeito. O Marcos Antônio, por exemplo, ganhou nova carteira de identidade. Ele é condenado por roubo em Rondônia. Clóvis, também. Em 2005, participou do assalto a agência bancária em Guiratinga. Recentemente, ganhou novos documentos e passou a se chamar João Hélio, explicou o delegado Luciano Inácio. Em relação a Paulo Alves de Souza, o Tiozinho, o delegado acredita que ele esteja usando nome falso, pois, com 44 anos de idade, não aparece em sequer um inquérito e tampouco tem condenação. Luciano Inácio acredita ser impossível ter ficha limpa quem vive no mundo do crime. Fernando Cícero também não tem antecedentes. As gravações dos circuitos internos das agências bancárias foram fundamentais para a desarticulação do bando. Nas três gravações, José Hamilton da Silva, o Ceará, aparecia repuxando o pescoço, facilitando a sua identificação. Ele tem prisão preventiva decretada no estado do Ceará por roubo a banco. Além do pai, Sílvio César tem um irmão envolvido com assaltos. Ele está preso na Penitenciária de Mossoró (RN) e condenado a mais de 100 anos por roubo a banco. Os policiais acreditam que Sílvio seguiu os passos do irmão. (AR)