Os servidores técnico-administrativos do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM) podem recuar da greve anunciada na semana passada. Pelo menos é esta a expectativa gerada ontem, após uma reunião realizada entre a reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT, responsável pelo hospital) e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFMT (Sintuf), que congrega a categoria hoje descontente com o aumento da jornada de trabalho semanal de 30 para 40 horas. Ontem, trabalhadores e reitoria discutiram a possibilidade de se implantar, em caráter emergencial, a jornada de 36 horas semanais. Trata-se de um meio-termo entre as 30 horas defendidas pelos servidores e as 40 que a administração superior da UFMT vinha impondo devido ao corte, por parte do Ministério da Educação, do quantitativo de horas-extras no hospital. A proposta das 36 horas já havia sido discutida entre representantes da administração superior e o Sintuf, que até a havia acolhido. Entretanto, o esquema emergencial foi depois rechaçado pela reitoria, o que os servidores entenderam como um retrocesso nas negociações. Foi o bastante para que a última assembléia do Sintuf, na semana passada, aprovasse a deflagração da greve da categoria a partir da 0h desta quinta-feira. Amanhã, os servidores devem se reunir em nova assembleia do Sintuf e decidir se recuam ou não da greve, já que o esquema das 36 horas desta vez foi aprovado pela reitoria, segundo a coordenadora Ana Bernadete de Almeida, do Sintuf. Tudo é possível, afirma, referindo-se à possibilidade de não deflagração da greve. Segundo o vice-reitor da UFMT, professor Francisco Souto, o acerto em torno das 36 horas é um sinal da administração superior da boa vontade em negociar com os servidores, visando unicamente à manutenção do HUJM aberto e funcionando.