Pouco antes de ser informado sobre a liminar que vetou a majoração da tarifa de transporte coletivo, programada para amanhã, o prefeito Wilson Santos assinou, durante uma entrevista coletiva, um decreto para congelar o valor da passagem em R$ 2,05 até dezembro de 2008, quando chega ao fim seu mandato. Caso a prefeitura consiga derrubar a decisão e reajustar o valor da tarifa, o documento deverá entrar em vigor. Santos apresentou diversas obrigações que os empresários do transporte coletivo teriam que cumprir após o aumento da tarifa, que já era dado como certo antes do imprevisto. O valor dos investimentos deveria ser de R$ 3 milhões, sem envolver recursos dos cofres públicos. A reforma dos Terminais do CPA I e do CPA III estava prevista no documento de metas da prefeitura encaminhado para a Associação Municipal dos Transportadores Urbanos (MTU). A construção de um mini-terminal no Osmar Cabral também consta do planejamento. O prazo para a conclusão de ambas as obras seria de 90 dias. Foram firmados também os compromissos de reformar as 10 vans do programa Buscar, que transporta deficientes físicos, no prazo de seis meses, e a inclusão de quatro novos ônibus adaptados para cadeirantes dentro de 90 dias. Em um período um pouco mais longo, de 12 meses, os empresários teriam de adaptar 20% da frota normal com elevadores e espaços internos para portadores de deficiência. Trezentos novos abrigos deveriam ser concluídos em 12 meses e, no mesmo prazo, finalizada a reforma dos já existentes. Em seis meses havia o planejamento de informatizar o cadastro dos estudantes e, em um ano, ampliar os pontos de recarga do Cartão Transporte. Implantar o sistema de monitoramento GPS nos coletivos também era uma das metas. Todas essas providências deveriam ser custeadas pelos empresários que atuam no ramo de transporte coletivo no município por meio de concessão da prefeitura.