CIDADES
Sexta-feira, 25 de Julho de 2014, 20h:52
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OBRAS DA COPA
Ritmo continua lento
Poucos operários e máquinas paradas é o cenário que se vê em obras de mobilidade na Grande Cuiabá programadas para o mundial de futebol
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Pouco ou nenhum operário trabalhando e máquinas paradas. Este era o cenário encontrado ontem pela manhã em oito obras de mobilidade urbana, em Cuiabá e Várzea Grande. Apesar da chuva fina, para a população, o ritmo das obras continua lento mesmo com o fim da Copa do Mundo. Entregue parcialmente em dezembro do ano passado, o Viaduto Jornalista Clóvis Roberto, mais conhecido como da UFMT, compõe o pacote de obras de arte do VLT. Além de ser rota do novo modal, o elevado também interliga a avenida Parque do Barbado, que passa ao lado do Centro de Treinamento Oficial (COT) da Universidade. Por lá, às 8h30, cerca de 10 operários faziam serviços manutenção ou reparo em calçadas, em parte das marginais, e à beira do Córrego do Barbado. Já na parte superior, por onde vão passar os trilhos, não havia movimento de trabalhadores. Nas imediações, seguindo pela rua que dá acesso ao COT da UFMT (fundos do shopping), cerca de cinco homens trabalhavam na avenida Parque Barbado. Porém, mais a frente, ao lado do COT, tratores e caminhões estavam encostados. No COT, às 9 horas, praticamente não havia movimento de trabalhadores na área externa da obra. O vigia do local, que não se identificou, comentou que os serviços estavam sendo realizados na parte interna do COT. Segundo ele, havia vários funcionários no local. O comparecimento, conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Joaquim Santana, é que tanto no COT da UFMT como no Pari, em Várzea Grande, boa parte dos operários está de aviso prévio. Por isso, até mesmo a greve que iniciaram há 15 dias deixou de existir. O Consórcio está chamando para trabalhar e pedindo para assinar o aviso, comentou. De acordo com Santana, parcela dos 240 funcionários dos dois COT também entrou com ação na Justiça contra os patrões cobrando o pagamento de indenizações trabalhistas. Mais adiante, às 9h30, na Trincheira dos Trabalhadores/Jurumirim, na Avenida Miguel Sutil, uma equipe (algo entorno de dois homens e uma máquina) trabalhava na parte inferior da obra e, ao lado, na marginal (sentido Avenida do CPA/Fernando Correa), outra turma fazia a limpeza de um terreno. Já na Trincheira do Santa Rosa, oito homens mostravam que a obra está em andamento. No local, segundo informações de um funcionário, estavam sendo construídas barreiras (new jersey) para separar as pistas na parte inferior da trincheira. São poucos trabalhadores. Hoje (ontem) ainda tem a desculpa da chuva, mas há dias que é nítida a lentidão dos trabalhos por toda a cidade, comentou a comerciante Celma Oliveira, 43 anos. Já na rotatória do Círculo Militar apenas funcionários da Prefeitura de Cuiabá faziam manutenção no canteiro próximo e, mais adiante, na Tricheira do Verdão/Santa Isabel, não havia movimento de trabalhadores.