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CIDADES
Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010, 20h:07

Remota chance de aeroporto parar

A Aeronáutica descartou a possibilidade de fechamento do aeroporto Marechal Rondon – hipótese cogitada durante a semana, por conta da fumaça que encobre Cuiabá. O Centro de Comunicação Social do órgão explicou que, anteriormente ao ano de 2002, os sucessivos fechamentos do aeroporto eram comuns pela falta de aparelhos capazes de driblar as condições severas do clima. Sem os equipamentos era impossível realizar pousos e decolagens por meio de instrumentos. A nota esclarece que a aquisição do sistema de Pouso por Instrumentos mudou essa realidade. “Com ele, os mesmos índices meteorológicos que fechavam as operações no aeroporto hoje não interferem mais”, diz trecho da nota. O órgão ainda destacou que o aeroporto dispõe também das Rotas de Navegação de Área (RNAV), que utiliza o GPS na orientação dos voos. Com os dois sistemas em uso, a Aeronáutica classifica como remoto o fechamento do aeródromo de Cuiabá, apesar de reconhecer que todo aeroporto pode vir sofrer com o agravamento das intempéries climáticas provocadas pela fumaça ou nevoeiro. “Com isso, o Aeroporto Marechal Rondon está com mais equipamentos que aumentam a disponibilidade, mesmo em condições meteorológicas adversas”, revela a nota. O texto ainda aponta que o aeroporto realiza medições climáticas a cada hora do dia sendo capaz de prever as condições da visibilidade, velocidade e direção do vento, temperatura do ar, pressão atmosférica e tempo presente, informações, segundo a nota da Aeronáutica, indispensáveis para que os pilotos procedam de forma adequada durante o voo. Pelos protocolos do órgão, caso as condições estejam adversas, “os pilotos normalmente esperam até que estas melhorem para realizar seus voos em segurança”, assegura o órgão. VOOS NO AEROPORTO - O nível de visualização que determina o fechamento do aeroporto é normatizado como limites de visão vertical (teto) e visibilidade horizontal que no caso do Aeroporto Marechal Rondon tem operações específicas, como "operação visual", "por instrumentos" e "abaixo dos mínimos instrumentos". Cada operação tem limites específicos que no caso de operação visual, o teto é 1.500 pés e visibilidade de 5.000 metros; para operação por instrumentos o limite de teto é 200 pés e visibilidade de 1.200 metros, e para operação abaixo dos mínimos, os pousos são suspensos. (DM)

Edição EDIÇÃO 16959




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