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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 19 de Fevereiro de 2011, 13h:39

Região marcada por problemas de gestão e dificuldades naturais

A assistência à população ribeirinha de três municípios mato-grossenses presentes no Pantanal está comprometida por questões políticas. Em situação mais crítica está Santo Antônio de Leverger, distante a 34 quilômetros de Cuiabá. Por lá, nos últimos três anos, o comando do município já foi assumido por três prefeitos. Dois deles, inclusive eram presidentes da Câmara de Vereadores. O município está inadimplente com o Estado e a União e, por isso, sobrevive apenas com recursos próprios gerados pela agricultura. Para o presidente da Câmara de Vereadores e atual prefeito, Ugo Padilha, a população da cidade anda preocupada. “A população quer que tenha um prefeito. É ruim essa alternância porque a cidade não cresce”, explica. A Defesa Civil já mapeou as áreas de risco no município e encontrou 1.360 famílias vivendo em áreas suscetíveis a alagamentos. Destas, 577 pessoas estão no grupo de crianças e idosos. Para Padilha, caso uma enchente seja registrada, o município não tem condições financeiras para ajudar os atingidos. “Já vivemos muitos problemas por conta da dificuldade de acesso a muitas comunidades ribeirinhas durante o período chuvoso. Nós não temos recursos para administrar uma enchente”, confirma. Há apenas um mês à frente da prefeitura e há um ano das próximas eleições municipais, o atual prefeito de Poconé, Arlindo Márcio Moraes, sabe que o município vai levar algum tempo para entrar nos trilhos. “Essa questão atrapalha muito. Mas temos conseguido apoio de deputados para projetos de Cuiabá”, disse. Moraes pretende fortalecer o turismo e assistência à população ribeirinha. Em Barão de Melgaço, o prefeito Marcelo Ribeiro também ficou por quatro meses longe da administração em 2009 e só voltou após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante o período chuvoso, 97,5% da área do município alagam. Só no município, 1.028 pessoas estão em áreas de risco. O prefeito fala das dificuldades. “Deslocar-se pelas comunidades sai muito caro. Só de avião para ter acesso a todas elas”, salienta. No distrito de Pirigara, a população não tem energia elétrica e nem saneamento. Muitas famílias sobrevivem com recursos do Bolsa Família. (DM)

Edição EDIÇÃO 16959




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