CIDADES
Quarta-feira, 16 de Junho de 2010, 22h:01
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BARULHO NA CAPITAL
Prefeitura intensifica combate aos focos de poluição sonora
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
O som alto dos carros e a algazarra provocada por jovens que circulam ou trafegam pela rua Senador Villas Boas, próximo à praça Presidente Eurico Gaspar Dutra (Popular), no bairro Goiabeiras, tem tirado o sono das famílias que residem nas proximidades. É uma bagunça, eles passam gritando e buzinando o carro, conta a secretária Fernanda Soares, que também reclama da sujeira e da quantidade de papelotes de cocaína que ficam espalhados pelas calçadas no lugar. Segundo Fernanda Soares, o problema se intensifica nos fins de semana. É claro que atrapalha a gente a dormir. Tem vizinho que já reclamou (para prefeitura), mas não adianta, comentou. A Secretaria de Meio Ambiente (Smades) promete intensificar a fiscalização contra a poluição sonora na cidade. Dados do Departamento de Fiscalização mostram que o número de reclamações por parte da população vem aumentando. Em maio passado, foram registradas 210 notificações, 10 interdições em estabelecimentos e apreensão de cinco carros. A equipe de combate à poluição sonora também emitiu 70 notificações em carros, 50 em bares e lanchonetes e uma por falta de alvará de funcionamento, inadequação acústica e ocupação irregular de passeio. Segundo o fiscal da Poluição Sonora, Ademir Gomes de Moura, o mês de maio foi muito positivo, com a intensificação dos trabalhos de fiscalização de combate à poluição sonora em todos os bairros da cidade. Um saldo positivo de emissões para autorização de equipamentos e para alvará de funcionamento, dando conta de que os estabelecimentos estão preocupados em se adequar, pontuou Ademir Gomes por meio da assessoria de imprensa. A poluição sonora pode causar vários danos ao corpo e à qualidade de vida das pessoas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que um som deve ficar em até 50 decibéis (db, unidade de medida do som) para não causar prejuízos ao ser humano. A partir de 50 db, os efeitos negativos começam. Alguns problemas podem ocorrer a curto prazo, outros levam anos para serem notados. Nos seres humanos pode provocar insônia, estresse, depressão, dores de cabeça, perda de audição, entre outros danos.