Prefeito em exercício de Várzea Grande, Tião da Zaeli, disse que o principal motivo para a administração municipal não assumir o Hospital Metropolitano e os acordos feitos com a categoria médica, que está em greve há meses, é a incapacidade financeira. A população do município cresceu 17% nos últimos anos e não houve proporcionalmente aumento financeiro, disse. Somente na área da Saúde, o município tem um déficit de R$ 650 mil ao mês. Tem que desembolsar entre R$ 600 a R$ 650 mil por mês para cumprir o que foi acordado com os médicos, comentou. Assim, segundo Zaeli, será feita uma reforma na prefeitura, principalmente na folha de pagamento. Para tanto, é estudada a reestruturação de secretarias, com previsão de unificação ou mesmo extinção de algumas delas. Inicialmente, serão duas, mas podemos chegar a quatro secretarias, comentou. O enxugamento de pessoal será necessário, completou. Ele não quis adiantar quais passarão pela reestruturação, mas antecipou que é estudada a extinção da Fundação de Saúde (Fusvag). Na Saúde tem que haver a otimização de recursos humanos e financeiros para garantir um atendimento melhor, acrescentou. O prefeito garantiu que não haverá demissões na Fusvag e que a ideia é fazer uma reengenharia de pessoal e da estrutura física da Fundação. Sobre a greve, Zaeli observou que aguarda o retorno do prefeito Murilo Domingos para que representantes da prefeitura e médicos voltem a discutir novamente o problema. Já a reforma do box de emergência do pronto-socorro da cidade deve ser entregue em 40 dias. (JD)