CIDADES
Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010, 20h:43
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Ponte é queimada e 800 famílias são prejudicadas
DHIEGO MAIA
Da Reportagem
Uma das principais ligações entre os bairros Altos da Serra e Planalto, em Cuiabá, está obstruída e assim vai permanecer até fevereiro. Segundo os moradores, a ponte de madeira, construída há quatro anos, foi destruída em um incêndio criminoso na noite de Natal. Com a desculpa de não perder tempo, os moradores desde então têm arriscado a própria vida atravessando as águas poluídas do córrego Gumitá. A situação afeta diretamente 800 famílias dos dois bairros. De uma margem a outra, os moradores até colocaram uma pinguela ripa de madeira para ajudar na travessia. Mas a solução é temporária. Na primeira chuva, o córrego já arrastou ela daí, diz uma moradora. O morador Edilson Rodrigues de Souza, que trabalhou na construção da ponte, explica que o aterro em uma das margens desbarrancou pela ínfima quantidade de terra e a estrutura da ponte passou a sofrer danos. Com as chuvas, a enxurrada levou muita terra e abalou a estrutura, diz o morador. Ainda segundo Souza, o madeiramento começou a ficar desgastado. Muitos acidentes ocorreram na ponte. Vários motoqueiros já caíram dela. Eu cheguei a retirar uma moto do córrego, lembra Souza. O presidente do bairro Altos da Serra II, Olício Bernardo Faustino, dá outra versão para o problema. Segundo ele, tudo começou porque uma carreta pesada atravessou a ponte, que não tem estrutura para tal. Um carretão de 40 toneladas passou pela ponte, que pendeu para outro lado, confirma. A estrutura foi construída em 2006 pelo governo do Estado, no período eleitoral. Durante as obras, segundo os moradores, não havia placa com os dados. Os moradores acreditam que um dos motoqueiros que caiu da ponte possa ser o autor do incêndio. O secretário Municipal de Infra-estrutura (Seminfe), Paulo Borges, disse que a pasta está com orçamento exaurido, mas mesmo assim já solicitou uma ordem de serviço para avaliar os custos da obra. Borges adiantou que a nova ponte não será de concreto, o que evitaria novos incêndios. Ele disse que a madeira é mais barata e caso o concreto fosse utilizado, o custo da obra iria triplicar. Depois de orçado, o projeto deve seguir para o setor de licitação. Borges calcula que a obra é de caráter emergencial e, assim, dispensa a necessidade do procedimento. Ele promete que a nova ponte estará erguida antes do período escolar de 2011.