A Polícia encontrou ontem na mata fechada próxima a São José do Rio Claro um acampamento que serviria para o bando que assaltou, na última sexta-feira, a agência do Banco do Brasil em Nova Mutum (a 264 km de Cuiabá). De acordo com o tenente-coronel Adriano Denardi, que está no encalço dos assaltantes, o acampamento estava todo preparado para manter o grupo na mata por vários dias. O acampamento, em meio à mata fechada, contava com redes para dormir, roupas, munições, três carregadores de metralhadoras 9 milímetros e até remédios mas nenhum suspeito foi encontrado ou capturado por perto até o momento. A polícia continua fechando o cerco na mata, interrompido apenas à noite por falta de visibilidade, mas apoiado por patrulhas e barreiras na rodovia que liga São José do Rio Claro e Nova Mutum. A descoberta reforça a similaridade do assalto de sexta-feira com o assalto ocorrido na mesma agência em fevereiro de 2009, quando o bando fugiu da agência e se embrenhou na mata com a possibilidade de passar ali vários dias. Além do acampamento encontrado ontem, ainda na sexta-feira a polícia se deparou com um fuzil .30 com 80 munições, uma mochila com cerca de R$ 4 mil e mantimentos. O assalto à agência do BB na sexta-feira foi violento e rápido, mas se aproveitou mesmo do horário: era manhã de jogo da seleção brasileira pela Copa do Mundo. Faltando pouco mais de uma hora para a partida, pelo menos seis homens fortemente armados entraram na agência e renderam clientes e funcionários para servir de escudo humano na fuga. Antes de bater em retirada em duas caminhonetes (uma roubada, segundo a polícia), o bando disparou alguns tiros ao redor, que inclusive machucaram levemente uma pessoa e atingiram estabelecimentos ao redor. Os reféns foram liberados antes de o bando adentrar a mata. Próximo à rodovia, houve uma troca de tiros com a polícia, mas nenhum foi capturado.