Além de questionar a forma com os feridos foram retirados do local da queda, Jheniffer Caroline Heinrich, cunhada de Marcelino Santos, uma das vítimas fatais, disse que houve demora no atendimento a adolescente. Ele teve os dois pulmões perfurados e como a atenção maior foi dada a Keisa isso pode ter agravado o estado do Marcelino. Se o Samu tivesse sido acionado imediatamente ele poderia estar vivo. Segundo Jheniffer, os pais do garoto estão muito abalados e, assim como os demais familiares dos outros adolescentes, fez questão de rebater informações de que o garoto estava ali por puro vandalismo. Não eram marginais e estudavam, disseram. O Marcelino tinha educação, era de boa índole. Ele estava errado, mas não foi ao telhado para entrar no cinema, emendou Jheniffer. Caçula de três irmãos, Marcelino já havia comentado em casa que tinha conhecido no shopping um lugar muito bom para tirar fotos. A pedagoga Doraci Maria de Siqueira e o motorista José Angêlo de Souza, pais de Keisa, também se mostraram bastante abatidos. O que a gente espera é que a Justiça obrigue o shopping a dar mais segurança para os clientes. Muitos pais deixam os filhos no shopping achando que vai ter segurança e acontece uma tragédia como esta, disse Doraci. Em nota, a direção do Pantanal Shopping limitou-se a dizer que o resultado da perícia vai elucidar como a tragédia com os adolescentes de fato aconteceu. O Pantanal Shopping vem colaborando com o trabalho de investigação e está à disposição das autoridades competentes. Informou ainda que em respeito à Lei, as saídas de emergência não podem ser trancadas - e, por isso, são sinalizadas. A direção do Pantanal lamentou ainda a tragédia e garantiu que está dando o apoio necessário às famílias. (JD)