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CIDADES
Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011, 20h:15

Nenhum advogado aceitou defender mãe condenada

Nenhum advogado queria fazer a defesa de Azenil de Oliveira, mãe da menina estuprada e queimada a um ano e 9 meses de idade pelo padrasto Marcondes Dias Moura. Quando percebeu que estava difícil que alguém aceitasse, espontaneamente, atuar gratuitamente no julgamento de Azenil, a juíza Maria Erothides Kneip Baranjak decidiu convocar um profissional. Ela chamou o advogado Hélio Nishyama, que aceitou ser nomeado defensor para atuar no Tribunal do Júri. “Doutor Hélio fez um trabalho brilhante, a defendeu com dignidade”, destacou. Julgada e condenada a 22 anos de prisão por estupro de vulnerável, lesão corporal e tentativa de homicídio, - por omissão -, Azenil cumpre pena na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto desde 2009. Para a avó paterna da menina, Eva Benedita de Oliveira, e tias da pequena M.F., hoje com 3 anos, tanto Azenil quanto o marido dela, Marcondes Moura, padrasto e autor do estupro, mereciam prisão perpétua. Se o Brasil dispusesse dessa modalidade de condenação, disse dona Eva Benedita, os dois deveriam ficar presos para o resto da vida. Jamais sair da cadeia, como forma de garantir que jamais cometeriam outro ato de tamanha violência. (AA)

Edição EDIÇÃO 16961




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