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CIDADES
Quarta-feira, 09 de Março de 2011, 21h:28

INTERIOR

Médicos paralisados

Cerca de 500 servidores do governo estadual entram hoje em greve para protestar contra modelo de gestão previsto

CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
Médicos servidores do governo do Estado param as atividades hoje em todo Mato Grosso. A greve, por tempo indeterminado, é para protestar contra o novo modelo de gestão que o Executivo estadual pretende implantar nos hospitais regionais. Apesar da paralisação, os serviços de urgência e emergência serão mantidos nas unidades hospitalares. Mato Grosso tem 495 médicos em seu quadro funcional. Os grevistas se dizem contra a nova forma de administração dos hospitais regionais, que deverá ser assumida por instituições do terceiro setor. Para o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), esse modelo de gestão configura privatização de um serviço que é de responsabilidade do Estado. O Sindimed diz ainda que o tipo de gestão, ao não priorizar concursados, significa o sucateamento do serviço público e que o Estado não terá médicos que aceitem trabalhar nesse modelo. A categoria também argumenta que o Estado teve experiências negativas com a contratação de instituições do terceiro setor, como as Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), e cita o caso da Creatio, Oscip que no ano passado foi acusada de desviar R$ 52 milhões que deveriam ser utilizados na Saúde Indígena. No mês passado, o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, deu entrevista afirmando que não haverá terceirização e nem privatização, mas que serão firmadas parcerias com o terceiro setor para a administração dos hospitais regionais. Segundo o titular da Pasta, a contratação de instituições será feita por meio de licitações públicas. A reportagem tentou falar ontem com Henry, mas a assessoria de imprensa informou que o titular da Saúde só vai estar disponível para falar sobre o assunto nesta quinta-feira. VÁRZEA GRANDE – Ao contrário da tendência estadual, os médicos que atendem pelo município, em greve há cerca de três meses, realizarão assembleia na próxima sexta-feira para decidir se aceitam proposta da prefeitura apresentada no final da semana passada. A categoria pede cumprimento do reajuste salarial firmado no início do ano passado, com salário que passaria de R$ 1,3 mil para R$ 1,6 mil a partir de setembro de 2010 e novo reajuste de R$ 300 para abril deste ano, o que não aconteceu. Na proposta que será avaliada esta semana, o Executivo municipal se compromete a pagar verba indenizatória todo dia 10 de cada mês a partir de maio e também garantiu quitar os quatro benefícios que estão atrasados. Também consta na proposta do Executivo o pagamento do valor correspondente à diferença de piso salarial de setembro de 2010 a abril de 2011 na forma de verba indenizatória no próximo mês de setembro.

Edição EDIÇÃO 16959




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