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CIDADES
Terça-feira, 05 de Abril de 2011, 21h:22

SAÚDE PRIVADA

Médicos da rede particular parlisam nesta quinta-feira

ALECY ALVES
Da Reportagem
Os usuários dos planos de saúde vão ficar sem atendimento nesta quinta-feira, dia 7, Dia Mundial da Saúde e véspera do feriado do aniversário de Cuiabá. Mesmo aqueles que já tinham consulta ou exames agendados terão de aguardar uma nova data. Os médicos cooperados e associados decidiram protestar com uma paralisação de 24 horas contra as baixas remunerações pagas pelos operadores de planos e a omissão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em Cuiabá, apenas os profissionais lotados nos serviços de urgência e emergências vão trabalhar nessa data. A greve, anunciada oficialmente ontem em coletiva do Conselho Regional de Medicina (CRM), faz parte de um movimento nacional. Em Mato Grosso, quase dois mil médicos, ou 50% dos profissionais com registro no CRM, prestem serviços via plano de saúde. Além de melhor remuneração, do aumento do valor da consulta para R$ 80, o CRM pede o fim da interferência antiética no trabalho médico. Em Mato Grosso, onde operam 19 cooperativas e planos, os valores variam de R$ 40 a R$ 52,60 por consulta. Recentemente, segundo a presidente do CRM, Dalva Alves das Neves, foi reajustada para R$ 70 a consulta de algumas especialidades, incluindo clínica-geral, pediatria e psiquiatria. Dalva enunciou que por causa das regras dos planos os médicos deixam de fazer procedimentos necessários ou dão alta aos pacientes mesmo quando constatam a necessidade de mais um período de internação. O psiquiatra Alberto Almeida, ex-presidente do CRM e atual coordenador da Comissão Estadual de Honorários Médicos, explicou que mesmo quando há autorização para um procedimento complementar, na maioria dos casos há dificuldade para receber pelo serviço. Alberto e Dalva observaram que a ANS, órgão regulador dos serviços de plano de saúde, anualmente indica reajuste para os planos. Entre 2000 e 2010, por exemplo, autorizou aumento de 133% para planos individuais e familiares, percentual superior ao IPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que não passou de 106%.

Edição EDIÇÃO 16959




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