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CIDADES
Segunda-feira, 04 de Outubro de 2004, 21h:34

ENERGIA

Mato Grosso terá horário de verão esse ano

MÁRCIA RAQUEL
Da Reportagem
Ao contrário do que houve no ano passado, Mato Grosso será incluído no horário de verão 2004/2005. O período em que os relógios deverão permanecer adiantados em uma hora começa a zero hora do dia 02 de novembro e encerra em 20 de fevereiro de 2005. O decreto, estabelecendo o período em que vai vigorar o horário e os estados que irão aderir, foi publicado ontem no Diário Oficial da União. Em virtude das eleições municipais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitou ao Ministério de Minas e Energia que postergasse o período do horário especial, que normalmente inicia em meados de outubro, a exemplo do ano passado, que foi de 19 outubro a 14 de fevereiro. Esta será a 31ª vez que o horário entrará em vigor. Em 2003 o Estado não foi incluído no horário de verão porque a economia gerada no período de 2002/2003, equivalente a 14.680MWh, foi considerada insignificante. Desse modo, por entender que Mato Grosso tinha condições de operar o sistema energético sem risco de corte de consumo durante o verão, a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, acatando um pedido do governo do Estado, decidiu dispensar Mato Grosso dos ajustes de ponteiros. Segundo informações da Rede Cemat, a previsão de economia para o próximo período (110 dias) é de 18.077,58 MWh, o suficiente para a abastecer Cuiabá por seis dias, ou, uma cidade como Chapada dos Guimarães, onde o clima é mais ameno que do da capital, por um ano. Porém, não foi a previsão de economia gerada que fez com que o governo do Estado solicitasse a reinclusão no horário do verão. A experiência de permanecer com duas horas de diferença em relação aos grandes centros gerou transtornos e reclamações por parte dos setores industrial, comercial e de serviços. Tais reclamações acabaram resultando na elaboração de um minuta, pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, que foi encaminhada pelo governador Blairo Maggi ao Ministério de Minas e Energia, solicitando a inclusão do Estado. Segundo o secretário Alexandre Furlan, a adesão ao horário especial foi aprovada por unanimidade por representantes dos setores industrial, comercial, de serviços, e de entidades classistas que compõem o Conselho de Desenvolvimento Empresarial. Conforme o presidente da Federação do Comércio de Mato Grosso (Fecomércio), Pedro Nadaf, a não inclusão do Estado causou muitas perdas subjetivas, como transtorno no contato com fornecedores dos grandes centros e relacionamentos com organismos financeiros, uma vez que a diferença de fuso horário passou a ser de duas horas. “Praticamente você passa a ter duas horas úteis no período da manhã e duas à tarde”, ressaltou. Outro ponto destacado pela Secretária de Indústria e Comércio é o problema levantado pelo Ministério Público Estadual, que se posiciona contrário à apresentação de programas proibidos para menores em horário impróprio, devido à diferença de duas horas verificada em relação aos principais centros geradores de informação e mídia televisiva. Conforme o decreto de 5.223, de 1º de outubro de 2004, o horário de verão vai abranger o Distrito Federal e os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Edição EDIÇÃO 16956




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