Justiça decreta preventiva de 18 envolvidos no esquema
A Justiça Federal decretou a prisão preventiva de 18 pessoas acusadas de participação no esquema de extração e transporte irregular de madeira, desmantelado pela Operação Termes da Polícia Federal, no último dia 29. No despacho do juiz Julier Sebastião da Silva, o magistrado atribui as prisões preventivas à garantia da ordem pública, ameaçada e constrangida pelas condutas dos requeridos, e para assegurar a aplicação da lei penal. Ele também relata que, de acordo com a PF e o Ministério Público Federal, os fatos apurados na investigação policial apontam semelhanças com a Operação Curupira, deflagrada em 2005, que também desarticulou um esquema criminoso com a participação de funcionários públicos da extinta Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema), autarquia substituída pela atual Secretaria (Sema). Entre os envolvidos que tiveram a prisão decretada estão a advogada Silvana Moraes Valente e o ex-policial rodoviário federal Marconiel Pouso de Amorim, apontados como os cabeças da quadrilha. Também teve a preventiva decretada o PRF Luiz Antônio Franca Escobar. As escutas telefônicas utilizadas pela polícia e autorizadas pela Justiça mostraram o envolvimento de Escobar com um homicídio de um rapaz de 23 anos, ocorrido no bairro Centro América, em março. Ele teria mandado matar Rodolfo da Silva em vingança pela morte de um cunhado. Agora, segundo a PF, estão presos 22 envolvidos. Além daqueles que tiveram preventiva decretada, 18 cumprem prisão temporária de 30 dias. O madeireiro Valdir Heneing se entregou na última terça-feira e ainda cumpre a primeira prisão temporária de cinco dias. Dos 67 mandados de prisão expedidos desde o desencadeamento da Operação, 65 foram cumpridos. Duas pessoas, que não tiveram os nomes revelados, ainda estão foragidas e são procuradas pela polícia. Todos os envolvidos foram indiciados por crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e exploração de privilégios. O delegado responsável, Carlos Eduardo Fistarol, ainda trabalha nas investigações.