A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagrou greve por tempo indeterminado em assembleia realizada ontem. A categoria é a 15ª de servidores federais a cruzar os braços em Mato Grosso. Conforme o presidente do sindicato que representa a classe, inspetor da PRF Paulo Vinícius Barros, entre as reivindicações está o reconhecimento da carreira de ensino superior. Hoje já é exigido o terceiro grau para ingressar na corporação, mas na lei ainda somos uma categoria de ensino médio. E esse reconhecimento não causa impacto algum no orçamento. É só uma questão de vontade, afirma. Os policiais querem ainda um reajuste salarial para compensar a defasagem dos subsídios em relação à inflação. Barros diz que a última compensação ocorreu em 2010, mas foi fruto de um acordo firmado ainda em 2007, por isto já teria chegado desatualizada. Além disso, eles pleiteiam a realização de um concurso público para contratação de técnicos administrativos. Com isto mais policiais podem ir às ruas que, no final das contas, é a função deles, argumenta. Apesar da greve ser declarada ontem, a categoria vai aguardar o período de 72 horas para notificação da superintendência nacional e da Justiça Federal, antes de paralisar os trabalhos efetivamente. Enquanto isso, a União já prepara uma proposta, que deve ser apresentada no dia 23. Já a Polícia Federal (PF), em greve há 10 dias, deu início ontem a um movimento chamado Operação Padrão. Desde às 14h, todos os serviços de atendimento à população foram suspensos, inclusive a emissão de passaportes. É mantido apenas o serviço de plantão na superintendência de Cuiabá e nas delegacias de Cáceres, Sinop, Rondonópolis e Barra do Garças.