NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 06 de Novembro de 2010, 10h:03

CASO HEIDI

Inquérito ainda inconclusivo mesmo após dois anos do fato

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Após dois anos, a Polícia Civil ainda não concluiu o inquérito que apura a morte da oficial de justiça Heidi Aparecida de Almeida, que morreu no dia 6 de junho de 2008, após ser submetida a um procedimento cirúrgico reparador no nariz, no Hospital Otorrino, em Cuiabá. “É um absurdo o andamento do inquérito, que se encontra no Cisc Verdão”, criticou o pai da vítima, Epaminondas Batista de Almeida, que, junto com outras famílias vítimas de erros médicos, realizou um protesto no cemitério Parque Recanto de Paz, em Várzea Grande, no dia de Finados. No local, está enterrado o corpo da oficial. “Ela completaria 37 anos de vida. Para um pai e uma mãe é um sofrimento muito grande”, relatou. Dor, que segundo ele, aumenta ainda mais em função de como os trabalhos policiais vêm sendo conduzidos. “Estamos sendo cerceados de conhecer o andamento dos fatos, pois só tomamos conhecimento do laudo completar (sobre a causa morte) nos últimos cinco dias”, disse. Segundo Epaminondas Almeida, o exame completar feito pelo Instituto Médico Legal (IML) ficou pronto em junho de 2009. “O laudo apontou a causa morte por choque hipovolêmico (perda de sangue) causado por instrumento contundente”, informou. “Isso mostra indícios de que houve um crime”, acrescentou, pedindo o acompanhamento do caso por parte do Ministério Público do Estado (MPE). O resultado do primeiro laudo pericial foi inconclusivo, ou seja, causa indeterminada. Enquanto, Epaminondas comenta que a família passou de “vítima” para denunciados. Isso porque o Conselho Regional de Medicina (CRM) move uma ação judicial contra o pai da oficial. O presidente do CRM, Alan Azevedo, confirmou o processo por injúria e difamação. “Ele fez campanhas dizendo que o Conselho é corporativista e omisso. No entanto, o CRM abriu sindicância, fez todo o procedimento e tramitação necessários. Se discorda, há a oportunidade de recurso no Conselho Federal de Medicina (CRF)”, disse. Na época, o CRM abriu inquérito administrativo para apurar se houve erro do médico que atendeu a paciente, mas o processo foi arquivado. A família de Heidi recorreu ao CFM, que manteve a decisão do Conselho Regional. A reportagem tentou falar por telefone com o delegado Cristian Cabral, para quem o inquérito foi encaminhado há aproximadamente 15 dias, mas não conseguiu. Por meio da assessoria de imprensa da Polícia Civil, ele informou que ainda não analisou o procedimento investigativo, mas que havia solicitado a dilação do prazo para conclusão do inquérito que contém 500 páginas.

Edição EDIÇÃO 16959




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL