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CIDADES
Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011, 07h:09

BONAVITA

Indenização de R$ 21 mil por danos

Justiça determina que empreendedora de condomínio embargado pague a uma das compradoras pelo constrangimento durante rescisão de contrato

ALECY ALVES
Da Reportagem
Por decisão da Justiça, uma mulher que comprou um apartamento no edifício Bonavita, em Cuiabá, embargado judicialmente em 2010, receberá R$ 21,8 mil a título de indenização por danos morais e materiais. A decisão, proferida pelo juiz do 5º Juizado Especial Cível, Yale Sabo Mendes, seria uma reparação pelos transtornos sofridos durante a tentativa de rescisão do contrato de compra e venda. A compradora alegou judicialmente que firmou um contrato com a MB Engenharia, mas a obra ainda não foi concluída em função de ter sido embargada. O empreendimento que começou a ser construído na avenida Juliano Costa Marques, a poucos metros do Shopping Pantanal, segundo a ação proposta pelo Ministério Público Estadual, está em Zona de Interesse Ambiental (ZIA), o que motivou o embargo. Na sentença, Yalo Sabo escreveu: “diante desse quadro, sem maiores delongas, cabe à construtora devolver o preço pago pela compra do imóvel, assim como à imobiliária a devolução do valor vertido a título de corretagem, já que o serviço não foi prestado de forma satisfatória”. O Bonavita sofreu diversos embargos desde que começaram as obras. Em agosto de 2009, após a aprovação de um de Programa de Recuperação de Áreas Degradadas na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a construtora assinou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no Ministério Público, mas tal acordo acabou sendo suspenso pela Justiça. A obra está paralisada desde o ano passado, quando sofreu novo embargo. Além disso, a construção foi multada em R$ 141 mil por construir em área de preservação ambiental. OUTRO LADO – Em nota enviada à redação do Diário, a Brookfield Incorporações assegura que vem informando todos os seus clientes, de forma transparente, sobre a atual situação do empreendimento Bonavita, respeitando todas as disposições contratuais. Em relação à decisão judicial, diz ter contatado previamente a cliente, disposta a fazer um acordo que respeitasse os seus direitos e não lhe causasse qualquer prejuízo. E, ainda, que pela Lei Complementar número 231 (o uso, a ocupação e a urbanização do solo urbano de Cuiabá) o Bonavita está em Zona de Amortecimento (ZAM).

Edição EDIÇÃO 16965




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