O laudo produzido pelo Instituto Médico Legal (IML) sobre o estado físico do estudante João Victor Leon Leite, 16 anos, afastou a possibilidade de ele ter entrado em luta corporal ou de ter sido empurrado para cair do alto do Edifício Dunhill, na madrugada do dia 28 de novembro. João despencou de uma das janelas do hall de elevadores do Dunhill durante uma festa da qual participava desde as 18h30 do dia anterior. A polícia ainda investiga se ele teria sido empurrado por alguém, numa provável brincadeira de mau gosto, ou se teria caído da janela (provavelmente do quarto andar) por impulso próprio. O laudo médico constatou uma série de fraturas no corpo inteiro, inclusive no crânio e nos braços. Segundo o médico Jorge Caramuru, são sinais mais prováveis de ter sido resultantes da queda, não de violência por parte de terceiros (antes de cair no chão, o estudante chocou-se com uma estrutura de metal e vidro localizada próxima à área da churrasqueira, onde acontecia a festa promovida por seus amigos). O laudo reforça a tese de que João caiu sozinho, mas a polícia anunciou esta semana que descarta a hipótese de tentativa de suicídio. Entretanto, a polícia também já declarou que somente um impulso significativo teria feito o estudante cair, pois as janelas dos halls de elevadores do Dunhill batem no peito de uma pessoa da altura dele. Uma das suposições é de que, embriagado, João teria tentado se comunicar com alguém no térreo por meio da janela e se debruçou. Outra suposição é de que teria se inclinado para vomitar, mas nada disso foi confirmado até o momento. Sobre a embriaguez de João, apontada pela polícia com base em imagens de circuito interno do Dunhill, Caramuru afirma que o IML não poderá atestar. O motivo é prático: o exame foi pedido quatro dias após o incidente, deixando passar o tempo hábil. Além disso, os medicamentos que João tem usado na UTI fatalmente provocariam resultado positivo. Por sua vez, a polícia continua a investigar o caso hoje ouvindo adolescentes que participaram da festa da qual João participava. A família do estudante suspendeu informações sobre seu estado de saúde, mas amigos já promovem um corrente na internet em prol de doações de sangue no hospital Santa Helena em nome dele.