CIDADES
Terça-feira, 02 de Março de 2010, 21h:45
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BOA MORTE
Igreja recém-restaurada e reentregue tem infiltrações
As últimas chuvas na Capital têm provocado preocupações em torno da estrutura da recém-reinaugurada Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, no centro da Capital. Sinais de infiltrações estão salpicando as paredes da edificação bicentenária, cuja restauração acabou de ser entregue pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). Os sinais de infiltrações são evidentes mesmo ao observador do lado de fora da igreja, em alguns cantos superiores das paredes. São manchas de umidade que indicam a entrada da água numa estrutura que, em alguns pontos, chega a medir mais de meio metro de espessura. Tais manchas ficam ainda mais evidentes no interior do prédio, especialmente na parte inferior das paredes da sacristia, à esquerda da nave da igreja. Outros sinais podem ser observados no alto de algumas paredes, como nas do segundo pavimento. Estas estão mais próximas às telhas, cuja cobertura vacila em alguns pontos. Embora as infiltrações não tenham se tornado verdadeiras goteiras, não se sabe ainda se as atividades da igreja serão prejudicadas pelas infiltrações em sua estrutura, comenta o frei Erivam Messias da Silva, da paróquia local. Isso porque, após a entrega da estrutura devidamente restaurada, só foi organizada uma missa no local. Ainda não há cronograma das missas, que serão semanais, mas é durante as atividades que será avaliada a real interferência das infiltrações. Por parte do Iphan, as infiltrações são esperadas e sua ocorrência não sugere problemas nas obras de restauração. Segundo a arquiteta Márcia Silva Miranda, chefe da divisão técnica do instituto, as explicações são duas: o relevo da área da construção e o material da alvenaria bicentenária. Como a igreja se localiza abaixo do nível do chão da praça, as águas da chuva confluem em sua direção daí as infiltrações ascendentes (do solo para cima), visíveis nas partes inferiores das paredes. E a água se infiltra porque o material de construção das paredes na época um misto de pedra, cerâmica e terra - não era impermeabilizado. Somado a isso, está o fato de que as telhas do prédio são muito finas e antigas. O Iphan cogita, no futuro, aplicar métodos de impermeabilizar a estrutura sem descaracterizá-la, só não pode interferir no terreno ao redor devido ao risco de comprometer a construção. Porém, tal interferência exigirá ainda muita pesquisa.