CIDADES
Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011, 20h:05
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CASO TONI
Flagrante concluído com 3 indiciados
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia Civil concluiu ontem o flagrante do assassinato do estudante universitário Toni Bernardo da Silva, 27, que foi espancado até a morte durante uma discussão com três pessoas numa pizzaria no bairro Boa Esperança, em Cuiabá. Pelo homicídio, foram presas três pessoas o consultor de telefonia celular Sérgio Marcelo da Silva Costa, de 27 anos, e os policiais militares Higor Marcell Mendes Montenegro e Wesley Fagundes Pereira, ambos de 24 anos. Segundo o delegado Antônio Esperândio, responsável pelas investigações, a conclusão foi possível porque conseguiu ouvir na tarde de ontem as pessoas que estavam com depoimento marcado. Ele adiantou que, por enquanto, as investigações não apresentam novidades. Com isso, foram indiciados os três autuados em flagrante por homicídio. Com o depoimento dessas pessoas, estou aguardando alguns laudos para anexar ao flagrante, informou. Ele acrescentou que, havendo novidades nos depoimentos, poderá realizar investigações complementares, que só serão feitas após o relatório do flagrante. No interrogatório, os dois militares disseram que não conheciam o consultor de telefonia e somente se envolveram com o caso porque estavam no local. Testemunhas disseram que o consultor de telefonia, a esposa e o estudante rolaram no chão e, por isso, os dois militares foram separar, mas também espancara o estudante. Ele sofreu rompimento da traquéia provocado pelas pancadas. Assim que os militares tentaram intervir na situação, acabaram se envolvendo junto com o consultor de telefonia e espancaram até a morte o estudante. Um policial que esteve no local definiu a briga envolvendo vítimas e autores do assassinato como matar jacaré na pancada. Toni é natural de Guiné-Bissau, país na costa ocidental da África, e fazia intercâmbio no Brasil. Cursava Economia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Logo após o crime, a Polícia Militar prendeu os dois PMS, que ficaram no local do espancamento. O consultor de telefonia foi localizado em seu automóvel próximo ao trevo da UFMT. Ele alegou que iria se dirigir até o Pronto-Socorro para buscar atendimento. Após a prisão, os dois PMs foram levados para o 1º Batalhão no bairro Porto e, posteriormente, seguiriam para o Cadeião de Santo Antônio de Leverger, onde funciona um presídio militar. Por medida de segurança, o consultor de telefonia está preso na Gerência Estadual da Polinter, uma vez que se trata do filho de um delegado da Polícia Civil. O pai dele, delegado Almerindo Costa, aposentou-se