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CIDADES
Quarta-feira, 19 de Junho de 2013, 21h:14

METROPOLITANO

Falta de dinheiro reduz atendimento

GUSTAVO NASCIMENTO
Da Reportagem
Metade dos serviços prestados pelo Hospital Metropolitano de Várzea Grande foi suspensa devido ao atraso salarial dos funcionários. Os médicos que atuam no local receberam a informação do Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas) de que o problema foi gerado pela falta de repasses por parte do governo do Estado. A dívida seria de R$ 6 milhões. O Ipas é uma Organização Social de Saúde (OSS) que gere a unidade e segundo a presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT), Elza Queiroz, a entidade recebe reclamações quase que diariamente. Além dos atrasos salariais, a categoria se mostra indignada com a forma com que os contratos são feitos. “A contratação não é feita diretamente com o governo do Estado, nem com a OSS, é na maioria das vezes terceirizada, quarteirizada e até quinterizada”, relata. Conforme o sindicato, não há vínculos empregatícios com os médicos, o que deixa a maioria dos profissionais insegura. Eles chegam a denunciar o caso, mas pedem sigilo por medo de sofrerem retaliações. Os médicos afirmam que os salários sempre estão atrasados. Porém, agora, a folha está com três meses de atraso. A presidente do sindicato explica que leitos do Metropolitano ficam disponíveis enquanto todos os outros hospitais públicos da região sofrem com a superlotação. Elza Queiroz assegura que o hospital não cumpre com as metas estabelecidas no contrato, no entanto tem dificuldade de oferecer dados precisos porque as fontes oficiais se recusam a dar informações. Também há suspeita de que o hospital seleciona os procedimentos com maior rentabilidade e deixa de realizar os mais onerosos, para assim, aumentar o lucro. A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Assessoria de Imprensa, negou que a dívida tenha o valor mencionado (R$ 6 milhões) e assegurou que os repasses tem sido feitos normalmente. De acordo com a SES, o órgão já se reuniu com os profissionais do Metropolitano e marcou uma nova reunião para dialogar com os gestores para resolver a questão. A equipe do DIÁRIO procurou a diretoria do hospital, porém ela não foi encontrada para prestar esclarecimentos. (GN)

Edição EDIÇÃO 16959




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