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CIDADES
Sábado, 27 de Junho de 2009, 13h:01

Escritório estava instalado na Carmindo, em condomínio

O escritório do PCC em Cuiabá começou a operacionalizar em setembro. Funcionava numa sala de 20 metros quadrados num condomínio de escritórios, na avenida Carmindo de Campos, e tinha quatro funcionários. O proprietário do imóvel nunca desconfiou porque o representante da Agropecuária São Jorge – nome usado pelo PCC – é conhecido seu e fez um contrato de aluguel por 12 meses no valor de R$ 780, incluindo água e luz. Caso houvesse rescisão contratual, a multa seria de dois meses. O pagamento foi regular até janeiro. No início de fevereiro, os funcionários e os móveis desapareceram. Um caminhão chegou à noite e “limpou” a sala. “O prejuízo foi de um mês, mais dois de multa, quase R$ 2.500”, explicou o proprietário do imóvel. “Eles aproveitaram que o portão dos fundos estava aberto para fazer a mudança”, completou. Desde então, cobradores fazem romaria até o prédio para localizar a empresa. A sala da Agropecuária São Jorge está alugada em nome de duas pessoas e registrada em cartório. A polícia ainda não localizou os dois para explicar quem é o verdadeiro dono da empresa. Os policiais não descartam a hipótese de a dupla estar usando nomes falsos. Quem chefiava o escritório, no entanto, era uma terceira pessoa, médico veterinário que também desapareceu. O policial civil Vagner Amorim se apresentava no prédio como arrendatário da fazenda que tinha cerca de 200 cabeças de gado. (AR)

Edição EDIÇÃO 16959




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