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CIDADES
Sábado, 17 de Setembro de 2011, 12h:47

Enem não deve ser avaliado só como ranking, reforça Seduc

De acordo com a secretária-adjunta de Políticas Educacionais da Secretaria Estadual de Educação, Fátima Aparecida da Silva Resende, o Enem indica como está a evolução das escolas, “mas não é um ranking”, já que é uma avaliação que conta principalmente com o trabalho daquela pessoa no momento da prova, o que é variável. A secretária explicou que no país a média é de 511 pontos e que, apesar de Mato Grosso não ter uma média, pode-se dizer “com certeza” que houve um avanço. Ela disse que as notas em Mato Grosso giram em torno de 470 e 500 e que o indicador apontado como ideal é 600. Segundo Fátima, é importante observar o crescimento, a melhora, mesmo que tímida. Ela comentou ainda que Mato Grosso não está com as piores notas de todo o país, e sim que o Centro-Oeste tem pontuação menor do que nas regiões Sul e Sudeste, o que se justifica, segundo ela, por conta do processo histórico desses outros locais. De acordo com a representante da Seduc, é preciso analisar como estava Mato Grosso há um tempo atrás e como está agora. Ela citou que atualmente os professores têm passado por processos de formação continuada e lembrou que antes, no Brasil, só existia investimentos do Fundef, voltado para o ensino fundamental. Agora, segundo ela, com o Fundef os alunos do ensino médio também recebem materiais como os livros didáticos e merenda escolar. Para Fátima, “com certeza hoje os alunos que estão no terceiro ciclo, que estão no primeiro ano, eles tendem a ter um desempenho cada vez mais avançado. Se a gente for fazer uma análise, por exemplo, da geração dos meus pais. Muitos tinham acesso à educação primária. Alguns faziam no máximo até o antigo quarto anos. Quantos chegaram até o ensino médio? Quantos tinham nível superior? Então, isso é um processo histórico“. Sobre os problemas estruturais de algumas escolas a secretária disse que “a questão da qualidade não tem necessariamente a ver com a estrutura”. Porém, reforçou que apesar de não ter relação direta, “é um direito do aluno e dever do Estado que eles estudem em espaços adequados”, ainda mais hoje em dia, em que não é mais necessário apenas um giz e uma lousa e sim espaços mais adequados que a sociedade e a modernidade exigem. A secretária-adjunta garantiu que de 720 escolas do Estado faltam apenas 200 para serem reformadas, que até 2014 as questões logísticas devem ser solucionadas em todas as escolas e que as pedagógicas estão tendo avanços cotidianamente. Segundo Fátima, em parte as dificuldades estruturais se devem à questão da regularidade e aos donos dos terrenos onde estão as escolas. “Em muitos locais nós temos dificuldade de investimento porque ou a escola não tem escritura, ou não são prédios nossos”. Apesar da responsabilidade que cabe aos governos, de acordo com Fátima, toda a sociedade tem que pensar na escola. “A gente sempre cita um provérbio africano que fala que precisa de toda uma aldeia para educar uma criança. Então, não é só a Educação. É um contexto social de todos os envolvidos”. (DS)

Edição EDIÇÃO 16959




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