NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

CIDADES
Terça-feira, 07 de Outubro de 2014, 20h:57

MT-170/BOLQUEIO

Enawenê-nawê cobram pedágio de R$ 100

Alegando que o Estado não cumpriu acordo, índios interditaram parte da MT-170 no trecho que liga as cidades de Juína e Brasnorte

YURI RAMIRES
Da Reportagem
Índios da etnia Enawenê-nawê alegam que o Governo do Estado não cumpriu um acordo firmado com a etnia no noroeste de Mato Grosso e, como protesto, bloquearam parte da MT-170, entre um trecho que liga os municípios de Juína e Brasnorte e estão cobrando pedágio de até R$ 100 dos motoristas. A movimentação dos indígenas começou na última quarta-feira (01), quando segundo eles, havia passado o prazo dado pelo governo para a realização de melhoria da estrada, com mais de 60 km, que dá acesso à aldeia Halaytakwa. Para continuar a viagem, os motoristas de caminhão precisam desembolsar R$ 100, de carros R$ 50 e R$ 20 aos motociclistas. Munidos com arco e flechas, os índios bloquearam a pista com toras de madeira. A coordenação regional da Fundação Nacional do índio (Funai), em Juína, encaminhou uma nota ao Governo, explicando que a Secretaria de Infraestrutura de Mato Grosso (Sinfra-MT), havia prometido que até o dia 15 de setembro, disponibilizaria maquinários para realizar os reparos na estrada, o que não aconteceu. Segundo a Funai, os índios alegam que a estrada está sem condições tráfego, e deve piorar, já que o período chuvoso está se aproximando. O Estado ainda tinha informado que os trabalhos seriam iniciados no último 01 de outubro, o que também não aconteceu. “As chuvas estão começando e nós iremos ficar sem acesso aos meios externos, principalmente no caso das emergências de saúde, pois para retirar paciente da aldeia a outra opção é de barco, mas gasta 10 horas de viagem, enquanto pela estrada o tempo é de 2 a 3 horas”, diz trecho da nota. A coordenação salienta ainda que os indígenas deixaram claro que não irão parar com o bloqueio e o pedágio até que sejam atendidos. “Nós iremos parar o nosso manifesto somente quando houver o início dos trabalhos de manutenção da nossa estrada que dá acesso à aldeia Halayatakwa”, finalizam. Buscando soluções, representantes dos indígenas devem se reunir hoje com a Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu) para avaliar as medidas que devem ser adotadas. Porém, a pasta informou que na rodovia MT-170, que é pavimentada e por se tratar de uma estrada vicinal, a responsabilidade é do município onde ela está situada.

Edição EDIÇÃO 16961




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL