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Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 22 de Dezembro de 2007, 13h:32

Duas vezes na Administração

Frederico Campos foi prefeito em 1968 e em 1989 e revela como administrou Cuiabá em dois períodos distintos. DIÁRIO – Como era Cuiabá em 1968? FREDERICO – Cuiabá era uma cidade pacata, calma. Tinha mais ou menos 80 mil habitantes. DIÁRIO – Administrá-la era complicado? FREDERICO – A receita própria da prefeitura era pouca para fazer aquilo que era necessário. Não existia infra-estrutura, ou seja, não havia esgoto como até ainda tem deficiência de esgoto. De maneira que nós nos preocupávamos mais em atender o problema de conservação e limpeza das vias públicas. DIÁRIO – A Educação ficava de fora? FREDERICO – Não. Os primeiros prédios das escolas municipais de Cuiabá foram construídos na minha primeira administração. As escolas que existiam funcionavam em casas alugadas e inadequadas. DIÁRIO – Em 1989, quando começou seu segundo mandato, a situação era outra... FREDERICO – Naquela época Cuiabá tinha uma estrutura ampliada se comparada com o período de minha primeira administração. Mesmo assim tínhamos deficiência em infra-estrutura e a dificuldade de arrecadação era sempre grande. Nós fizemos alguns programas, mas à custa de ajuda do governo federal. O governador de Mato Grosso à época, Jayme Campos, pouco fez por Cuiabá, e ele apenas me ajudou a resolver o problema de atendimento na área de saúde. DIÁRIO – Apesar dos problemas para se administrar, a cidade crescia... FREDERICO – Sim. Cuiabá tinha um volume de construções muito grande. A cidade já havia extrapolado seu limite urbano dos anos 1960 com o surgimento de novos bairros e naquela época fizemos várias obras, inclusive canalização de córregos. DIÁRIO – Seus sucessores levaram adiante seus projetos? FREDERICO – Fiz uma coisa em Cuiabá que lamentavelmente foi desmanchada. Foi a terceirização das escolas públicas do município. Terceirizei a administração de seis escolas municipais por concorrência. Os vencedores eram responsáveis pela manutenção do próprio, merenda escolar e todas as obrigações de conservação dos imóveis e ensino. A prefeitura pagava por aluno em sala de aula, e isso fazia a terceirizada se interessar pela presença do aluno. Esse método dava excelente resultado, mas não dava resultado político e meu sucessor, Dante de Oliveira, extingui esse processo e tudo voltou ao que era antes. (EG)

Edição EDIÇÃO 16964




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