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CIDADES
Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010, 09h:30

DENGUE MATA

Dois imóveis na iminência da demolição

Prática adotada pela prefeitura de Cuiabá visa exterminar criadouros do Aedes aegypti que são abandonados por proprietários. Dois já derrubados

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Pelo menos mais dois imóveis abandonados e considerados como potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti deverão serão demolidos em Cuiabá. Eles estão localizados em bairros distintos da cidade, mas apresentam estado de alerta para a infestação do vetor transmissor da dengue. No último fim de semana, a prefeitura de Cuiabá voltou a “patrolar” uma construção inacabada, localizada no canteiro central da avenida Historiador Rubens de Mendonça (também conhecida como CPA), ao lado de um posto de combustível. A medida extrema, segundo a administração municipal, faz parte do programa “Todos Contra a Dengue”, iniciativa desenvolvida pela prefeitura em conjunto com associações de bairros e movimentos comunitários, além do acompanhamento do Ministério Público Estadual (MPE). Além do problema da dengue, o local estava sendo utilizado por usuários de drogas e até para assaltos. Agora, deverá ser revitalizado e reurbanizado. Porém, a estrutura estava embargada em ação movida na Justiça pelo Ministério Público Estadual há mais de 10 anos. Conforme informação da assessoria de imprensa da Amazônia Petróleo, proprietária do posto, a demolição aconteceu após consenso entre os proprietários, o MPE e o Instituto de Desenvolvimento e Planejamento Urbano (IPDU). Outra destruição aconteceu no dia 9 passado, no bairro Alvorada. De acordo com a assessoria de comunicação da administração municipal, as próximas demolições não têm datas definidas. Um dos imóveis fica na rua Professor José Félix, na Lixeira. O outro está localizado na rua José Torquato, esquina com Emanuel Pinheiro, no Jardim Vitória. “Esses imóveis são os que trazem transtornos para a gente e inspiram condições de alerta (devido ao índice de infestação predial larvar)”, confirmou o coordenador do Programa de Combate à Dengue da Capital, Fábio Henrique Oliveira Silva. Conforme o preconizado pelo Ministério da Saúde, o índice larvar de zero a 1% é considerado satisfatório, entre 1,1% e 3,9%, o cenário é de alerta, e, acima deste percentual, o risco é de surto. Até o último dia 18, a Capital notificava 1.443 casos de dengue. Do total, 91 considerados graves, além de dois óbitos, sendo um caso confirmado e outro em investigação. Para mudar o quadro, além de entrar, abrir cadeados de imóveis fechados, após autorização judicial, e das demolições, o município realiza nos próximos dias 25 e 26 mais um mutirão contra a doença, nos bairros 1º de Março/João Bosco Pinheiro e Pedregal, respectivamente. “Os bairros são escolhidos por dois fatores. Um deles é o de infestação predial e o outro em função do número de casos. São bairros que inspiram cuidados e, antes que ocorra um surto, estamos prevenindo”, explicou Fábio Henrique. A reportagem tentou falar com o procurador-geral do município, Ussiel Tavares, para saber se os proprietários estão sendo comunicados anteriormente da medida radical, mas apesar das insistentes ligações, não obteve resposta.

Edição EDIÇÃO 16961




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