CIDADES
Quinta-feira, 28 de Abril de 2011, 21h:20
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EDUCAÇÃO FEDERAL
Docentes fazem ato público em MT
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Um ato público realizado ontem pela manhã no Centro de Cuiabá marcou o Dia Nacional de Mobilização contra o Projeto de Lei 549/2009 que prevê o congelamento dos salários dos servidores públicos federais até 2019, em todo o país. Em protesto, os professores da Universidade Federal e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso paralisam as atividades por 24 horas. Conforme o presidente da Associação dos Docentes da UFMT, Carlos Eilert, a proposta foi apresentada em 2009, mas foi arquivada na Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados. Mas, a presidente Dilma Rousseff mandou desarquivar. O projeto só vai penalizar os servidores como se fossem os responsáveis pela dívida externa, pela falta de recursos nas áreas de educação, saúde, segurança, disse. Além de congelar os salários, o PL 549 propõe emenda à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), impede novos concursos para reposição de pessoal e reduz os gastos com investimento na administração pública. No início do ano, o governo federal anunciou o corte de R$ 50 milhões no orçamento. No Estado, a medida atingiria cerca de 50 mil funcionários das mais diversas instituições ou órgãos federais. Presidente do Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica e Tecnológica, Alenir Ferreira da Silva, lembrou que outro ponto da luta da categoria é pela valorização e contra a precarização do trabalho dos professores da rede pública de ensino federal. Ela afirmou que há campi do Instituto Federal, como os de Barra do Garças e Confresa, que começaram o ano letivo com apenas 30% do seu número de profissionais necessário. Em Barra são três professores se revezando em três cursos, disse. No mínimo seriam necessários nove profissionais e para chegar a 70% de sua capacidade são precisos pelo menos 20, acrescentou. O mesmo ocorre na UFMT, segundo Eilert. Tem professor que não tem sala para receber os estudantes, afiançou. Os profissionais reivindicam ainda reposição salarial. Queremos recomposição que hoje passa dos 52%. Desde o governo de Fernando Henrique Cardoso não há aumento, afirmou. Hoje, um professor em início de carreira recebe R$ 2 mil, incluído, as gratificações. Alenir da Silva disse ainda que considera contraditória posição de Dilma Rousseff quando fala em valorização dos profissionais da Educação, algo que foi um dos principais pontos do seu discurso de posse. A presidente fala em valorização e o que a gente pede é justamente melhorias das condições de trabalho, melhores salários, equipamentos, manutenção e ampliação de laboratórios, destacou.