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CIDADES
Terça-feira, 28 de Junho de 2011, 21h:24

ENSINO SUPERIOR

Docentes da UFMT optam por manter aulas

GUILHERME BLATT
Especial para o Diário
Em assembleia realizada na tarde de ontem, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso resolveram que ainda não vão deflagrar greve, o que irão decidir apenas em agosto, entre os dias 19 e 24. Os docentes também resolveram participar de uma paralisação nacional de servidores federais que ocorrerá no próximo dia 5. Neste mesmo dia, o governo federal deverá receber representantes do movimento para uma rodada de negociações. Um dos motivos para que a decisão fosse adiada é a falta de mobilização entre os professores. “Precisamos, antes, ganhar musculatura política para, se for o caso, deliberar por greve”, falou o presidente do sindicato da categoria (Adufmat), professor Carlos Alberto Eilert. Para o professor aposentado da UFMT, Tomás Boaventura, este não seria o momento ideal para deflagrar uma greve. “A mobilização interna não corresponde às nossas necessidades. A greve é a cereja do bolo. Ela precisa ser construída com uma mobilização crescente”. As questões salariais são um dos motivos para a possível greve. A categoria alega que nos últimos 12 anos sofreram 152% de perdas. Foi destacado durante a assembleia que professores ocupam a base da pirâmide salarial do funcionalismo federal. Além das reivindicações salariais, os professores querem uma definição sobre a questão dos docentes contratados e os temporários. Atualmente a UFMT tem 140 professores substitutos e 84 professores temporários, alguns com contrato de apenas quatro meses. Segundo a pró-reitora de Graduação, Miriam Tereza, sem os professores temporários, muitas salas de aula ficariam vazias. DEBATE – A professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, que ficou famosa nacionalmente após divulgado um vídeo no qual ela ataca a situação do ensino público no país, estará hoje em Cuiabá. Ela participará de um debate intitulado “A universidade pública brasileira na formação dos professores”. O debate, promovido pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), ocorre às 10h no auditório do Centro Cultural da UFMT.

Edição EDIÇÃO 16959




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