O Diário é mais uma vez o vencedor do Prêmio de Jornalismo Pedro Rocha Jucá, entregue na noite desta sexta-feira na sede da Associação Mato-grossense dos Magistrados (Amam), em Cuiabá. O trabalho vencedor, intitulado Terra em Transe, foi escrito pelo jornalista Rodrigo Vargas. Além da vitória na categoria Impresso, ele também levou o prêmio máximo da noite, de melhor reportagem do ano. Terra em Transe foi publicada em forma de caderno na edição do dia 5 de agosto do ano passado. Em quatro páginas, Vargas fez um retrato do conflito agrário envolvendo índios e brancos na reserva Marãiwatsédé, em Alto Boa Vista. A reportagem, realizada antes da operação de desintrusão que tirou os não-índios do lugar, mostrava a angústia dos moradores com a iminente saída e a expectativa dos índios com a possibilidade de ocupar a terra. Organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, o Prêmio de Jornalismo Pedro Rocha Jucá está em sua segunda edição. A primeira, realizada no ano passado, também foi vencida pelo Diário, com o trabalho da jornalista Alecy Alves sobre a privatização das margens do rio Cuiabá. A vitória desta sexta-feira só confirma a tradição do bom jornalismo do Diário. Nos últimos dez anos, dos seis grandes prêmios entregues para a imprensa local, o jornal ganhou nada menos que cinco. A entrega dos prêmios aconteceu em uma festa marcada pela emoção. Este ano, os organizadores homenagearam os jornalistas Nelson Severino e Dora Lemes, que morreu no ano passado. No discurso da vitória, Rodrigo Vargas fez uma homenagem aos dois, lembrando do auxílio de Dora quando ele assumiu a direção do sindicato e celebrando a competência e lucidez de Severino, de 75 anos. Vargas também prestou homenagem ao jornalista que dá nome ao concurso. Minha primeira pauta como jornalista surgiu de uma carta enviada por Pedro Rocha Jucá ao jornal. Eu ainda guardo esta carta, recordou.