CIDADES
Terça-feira, 03 de Junho de 2014, 21h:26
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GRIPE
Defensoria preocupada com presídios
Defensoria Pública solicita providências imediatas para proteção de presos contra a gripe A (H1N1) que já fez sete mortes na Capital
GUSTAVO NASCIMENTO
Da Reportagem
A Defensoria Pública de Mato Grosso solicitou providências imediatas para que surto de gripe A (H1N1) no estado não se alastre para dentro do sistema penitenciário. Somente em 2014, sete pessoas já morreram vítimas da doença em Cuiabá. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde(SMS), o município registrou quase 100 notificações de gripe A somente entre os meses de janeiro e maio. Atualmente, o sistema prisional mato-grossense já sofre com epidemias de tuberculose. O Presídio Feminino na Maria do Couto May, em Cuiabá, está com 20% das internas contaminadas com a doença. Na Penitenciária Central do Estado (PCE), Pascoal Ramos, 168 estão infectados, somente em 2014 a unidade registrou 21 novos casos. Nesta terça-feira (3), o defensor público responsável pela Coordenadoria de Direitos Humanos da Defensoria, Roberto Tadeu Vaz Curvo, se reuniu com o Secretário Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Luiz Antônio Pôssas de Carvalho, para cobrar providências urgentes para coibir a contaminação. A Defensoria encaminhou um documento a Sejudh ressaltando que nos primeiros cinco 74 casos da doença foram notificados no Estado. Sendo que 12 positivos para Influenza A e seis para Influenza B. Conforme a Defensoria, ao menos duas mortes já teriam acontecido. Uma em Cuiabá e outra em Tangará da Serra (240 km de Cuiabá). Conforme a Defensoria, o Estado precisa de medidas urgentes para bloquear a entrada do vírus nos sistemas penitenciários masculinos e femininos, centro de detenções provisórias, bem como em centros acautelatórios de adolescentes em conflito com a lei e congêneres. Há de convir que o ambiente de aglomeração de pessoas, em especial o espaço carcerário, é propício a propagação do vírus Influenza A e B. Por outro lado, é público e notório a responsabilidade do Poder Público em promover e assegurar o efetivo respeito a todas as pessoas com restrição de exercer constitucionalmente o direito de ir e vir e que é preciso consolidar o Principio da Igualdade, previsto na Constituição Federal, portanto aos condenados e aos internados serão assegurados todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei, pontuou o Defensor em trecho do documento. Além de solicitar providências imediatas, Curvo sugeriu que o Estado implemente medidas preventivas como a higienização das mãos por parte dos visitantes em acesso à área de segurança, o uso de máscaras por aqueles que mantém contato direito com presos e visitantes, o monitoramento dos presos, servidores e colaboradores que apresentarem os sintomas da doença. O defensor também enfatizou a necessidade de atenção especial aos detentos portadores dos vírus HIV, tuberculose, hepatite e outras doenças transmissíveis, principalmente pela vulnerabilidade deles. Conforme a assessoria da Sejudh, atualmente a única medida contra o vírus é a vacinação dos detentos. Porém, a assessoria não soube informar o número de presos que já foi imunizado.