Na Capital onde os rios ofereciam peixe em abundância, onde bastavam alguns metros de linha, anzol, vara de bambu e um pedaço de minhoca para garantir o almoço, como costumam dizer os ribeirinhos, o custo de vida parece ficar cada dia mais alto. O preço do pescado, matéria prima básica dos principais pratos típicos, chega a ser incompreensível. Esta semana, por exemplo, um quilo de filé de pintado estava sendo vendido a R$ 25. Uma única peça de piraputanga, com pouco mais de um quilo, também custava R$ 25. Até mesmo o piau, um peixe não muito nobre, atingiu preços exorbitantes: R$ 23 um peça de dois quilos. A dona-de-casa Maria Helena dos Santos Pereira contou que aprecia o peixe, mas praticamente excluiu o produto do cardápio por causa dos preços. Para ela, não há justificativa para a prática de valores que, no seu entendimento, são exorbitantes. Cuiabá, conforme pesquisa divulgada esta semana pela KGB Pesquisas, tem a 10ª cesta básica mais cara entre as capitais brasileiras.