NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 16 de Agosto de 2008, 15h:10

DESENVOLVIMENTO

Cuiabá entre as piores em índice Firjan

Capital é a 24ª em emprego e renda entre as demais, com resultado inferior inclusive ao de cidades do Norte, conforme estudo semelhante ao IDH

RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
Um novo índice de desenvolvimento municipal, divulgado este mês, aponta Cuiabá como a pior capital brasileira para o mercado de trabalho. A cidade está no 24º lugar entre as capitais, com indicador de emprego e renda, perdendo até para os números de Porto Velho (RO), Rio Branco (AC) e Macapá (AP), que se encontram nas três últimas posições entre as 27 capitais. Os indicadores vão de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento. Dos três indicadores – emprego e renda, saúde e educação -, apenas o indicador de saúde de Cuiabá (0,8315) supera a média das capitais (0,7944). No Estado, Cuiabá está no 19º lugar, atrás de municípios como Tangará da Serra (18º) e Alto Garças (17º). O primeiro colocado no Estado foi Lucas do Rio Verde, com alto desempenho na Saúde. O último colocado de Mato Grosso é Serra Nova Dourada, município criado em 1999. Na lista nacional, Cuiabá aparece na 1.088ª colocação. O primeiro município é Indaiatuba (SP). Com critérios diferentes do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), produzido com dados dos censos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) traz indicadores referentes a 2005, com os dados mais atuais disponíveis nos ministérios da Saúde, do Trabalho e da Educação (ver matéria). O índice de 2000 também foi divulgado, sendo possível uma comparação com os indicadores de 2005. A elaboração do índice anual é iniciativa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. Por ser anual, o novo índice possibilita o acompanhamento diferenciado da evolução dos municípios. “Criamos um produto que não tem concorrência no mercado”, diz Patrick Carvalho, chefe da Divisão de Estudos Econômicos da Firjan, comparando o IFDM com o IDHM. Moisés Dias, secretário municipal de Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo de Cuiabá, acredita que o cenário municipal do mercado de trabalho, indicado pelo IFPM, não corresponde à atual situação. Ele justifica, em primeiro lugar, pelo fato dos indicadores serem referentes a 2005. O turismo e o Produto Interno Bruto (PIB) da capital, segundo o secretário, inegavelmente cresceram nos últimos três anos. O movimento de embarques e desembarques no aeroporto de Várzea Grande, cita o secretário, cresceu 35% no ano passado. Porém, Moisés Dias reconhece o momento de descentralização da produção, processo atualmente presente na maior parte dos estados e evidente em Mato Grosso, com a produção agrícola se expandindo em cidades do interior. “Cuiabá tem que produzir serviços”, diz o secretário. Único indicador acima da média das capitais, a saúde de Cuiabá deve seu desempenho à eficiência dos serviços prestados na rede básica, especialmente nas unidades do Programa de Saúde da Família (PSFs). Esta é a avaliação do secretário municipal de Saúde, Luiz Soares, que destaca a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), apesar da insuficiência dos recursos. “O SUS é uma política pública perfeitamente viável”, diz. Carlão do Nascimento, secretário municipal de Educação, defende que os indicadores da Firjan apontariam outro panorama para a educação de Cuiabá se os dados calculados fossem mais atuais. Como a Firjan trabalhou com dados oficiais de 2005, início da atual gestão municipal, Carlão acredita que números mais atuais indicariam um "avanço significativo" na educação em Cuiabá. O secretário mostra a evolução da Capital no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Em 2005, Cuiabá estava na média nacional do índice, registrando pontuação de 3,7 (o índice vai de 0 a 10) e ocupando o 17º lugar das capitais. Em 2008, Cuiabá subiu para o 13º lugar, com pontuação de 4,1. O Ideb é calculado com dados de aprovação, reprovação e abandono escolar. Noventa por cento das escolas na Capital trabalham com o sistema de ciclos, aplicado desde a primeira gestão de Roberto França, que reduziu as possibilidades de reprovação dos alunos. Assim, o município possui bom desempenho no Ideb.

Edição EDIÇÃO 16959




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL