CIDADES
Sexta-feira, 03 de Dezembro de 2010, 21h:20
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SAÚDE EM SINOP
Crianças medicadas de 5 em 5 no PA
TAUANA SHCMDIT
Da Editoria/Sinop
Mesmo após uma grande reforma no prédio do Pronto Atendimento (PA) de Sinop, inclusive com a criação de uma ala exclusiva para atendimentos de urgência/emergência pediátrica, para, segundo a administração municipal, conferir atendimento mais ágil e digno à população local, as reclamações dos moradores continuam, e também continua o motivo dessas reclamações: falta de atendimento. Foi o que denunciou uma mãe ao Diário ontem. Com receio de ser prejudicada, ela preferiu não ser identificada. Seu nome fictício é Luciana. Segundo ela, ontem, por volta das 5h, levou seu filho de 11 anos para ser atendido no PA, pois ele está com bronquite e teve muita febre durante a noite. Como ele estava sendo medicado em casa, chegou lá sem febre. Passamos pela pré-consulta e a enfermeira me pediu para esperar na recepção que ela ia chamar o pediatra. Em seguida, contou, outra mãe chegou com uma criança pequena e pouco antes das 7h, um casal, com um bebê. Passadas 2 horas da chegada de Luciana, nenhuma das crianças havia sido atendida. Para nossa surpresa, quando a mãe da menininha entrou para a pré-consulta, a enfermeira disse que o médico pediatra estava no PA, mas disse que era para chamá-lo só quando tivesse cinco crianças para atender. Não acreditando no que ouviu, Luciana chegou a questionar o fato de uma das crianças estar com muita febre e bastante abatida e, se nem mesmo com aquela situação, o médico iria atender. A enfermeira repetiu que não. Minha filha, o médico está dormindo e só posso acordá-lo quando tiver as cinco crianças, ela me disse. Fiquei indignada e sai de lá, porque não apareciam as outras duas crianças que precisavam. Sem ser atendida, fui com meu filho a uma farmácia. A reportagem conseguiu a informação, conforme escala passada por funcionários do PA, de que estava de plantão na madrugada de ontem a pediatra Anete Maria Motta, que também atende na rede privada de saúde de Sinop, mas o diretor do PA, Gerzon Danzer, não confirmou. O que posso adiantar é que os médicos são obrigados, impreterivelmente, a atender qualquer emergência, independente do horário. Porém, a pré-consulta é para a enfermeira identificar se o caso é emergência ou não e decidir se chama o médico assim que a criança chega ou se pode esperar mais duas ou três fichas para o médico atender a todas de uma vez, disse o diretor.