O acesso às redes sociais pode ser tornar compulsão. Estudos internacionais defendem, inclusive, a inclusão deste tipo de dependência na edição do novo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria. Isso porque quando se torna um vício, a pessoa perde os amigos reais, o emprego, a vida social e, aos poucos, a saúde. O vício ocorre quando a pessoa não consegue se desligar, não consegue viver ou realizar outras atividades em função das redes sociais, disse a psicóloga Danielle Camarão Pereira de Moraes, agente de Orientação e Fiscalização do Conselho Regional de Psicologia. Nestes casos, o grande problema é que a pessoa não consegue distinguir a vida real da vida que tem nas redes sociais e acaba trocando a convivência com os amigos, familiares e até mesmo o trabalho por horas navegando na internet. No ambiente de trabalho acaba não correspondendo às necessidades da empresa, frisa. Um estudo recente divulgado pela imprensa nacional e desenvolvido em uma universidade da Noruega revela que a rede social vicia as pessoas da mesma forma que uma substância química. A pesquisa identificou ainda que as maiores vítimas desse vício são as pessoas tímidas, ansiosas e inseguras, principalmente mulheres e jovens. Quando chega a este ponto deve-se buscar tratamento psicológico. (JD)