Familiares do jovem Mário Florentino Muniz Júnior, conhecido como "Tripinha", estiveram ontem no Instituto Médico Legal de Cáceres para doar material genético para exames de DNA. O objetivo é confrontar com amostras colhidas do cadáver encontrado no final da tarde da sexta-feira passada, na região do Facão, a cerca de 10 quilômetros de Cáceres. A região está sendo considerada como local de "desova" de corpos. O jovem estava desaparecido há mais de quatro meses e era usuário de drogas. O corpo já estava em adiantado estado de decomposição, mas documentos com o nome de Mário foram encontrados nas roupas. O delegado Rogers Elisandro Jarbas, responsável pelo inquérito, afirmou que só poderá falar sobre o caso após a conclusão dos exames e entrega dos laudos periciais. "Nem podemos afirmar que foi assassinato por acerto de drogas ou qualquer outra coisa. Pode ter sido até uma overdose", disse ele. Porém, fontes da polícia deixaram escapar que o corpo foi encontrado depois de uma pessoa ter ligado anonimamente e ter dito com exatidão o local onde estava o cadáver.